post scriptum...
-
[diário de viagem de um louco]...
Epílogo
E o que ficou? Esta seria a pergunta que ficava martelando na cabeça nos meses seguintes, pelo menos nos quatro ou cinco... Logo depois da volta tudo mudou, virou de pernas para o ar. Os dias que se seguiram passaram penosos, o aniversário chegou, a sensação de ficar mais velho só piorou as coisas... Encontrando-se em uma encruzilhada a solução é tomar o caminho mais lógico, e seguir...
E seguindo os dias foram passando, as semanas, os meses... Os estudos voltaram a ser importantes, ocupando o tempo e até mesmo divertindo. Mais tempo passando, mais amizades, mais distração... A cura se faz por si próprio.
Muitas das palavras que seguiram de ambos os lados seriam motivo de arrependimento depois, mas nessas situações o melhor é falar, gritar, brigar com o mundo para pedir desculpas depois. É assim que as coisas funcionam e as relações se fortalecem. Agora eu sei bem...
E mais meses se passando, chega o momento de expor as idéias, transmitir os pensamentos pra que, quem sabe, eles semeiem algo em alguém. E que idéia melhor que um diário de viagem?!
Então dedos no teclado, vasculhando a mente [as vezes com ajuda do I-doser] para lembrar de cada detalhe de cada dia... E tudo foi fluindo... E a aprovação que eu mais precisava, eu tive... Ótimo, tenho que fazer disto o melhor possível!
E passados todos os sentimentos que prejudicariam minhas conclusões, o que posso lembrar, e dizer, são as memórias de um jogo do México deitado numa cama com pessoas rindo ao meu lado, das mãos dadas o tempo todo, das dezenas de amigos e pessoas inesquecíveis que pude conhecer, quando cheguei a pensar um dia que nunca chegaria até lá, do frio diferente do daqui, das longas caminhadas e do conhecimento que tudo aquilo me trouxe, da independência de estar, pela primeira vez, andando com as próprias pernas, lembranças de um jogo do Brasil acompanhado de pizza e muita zoação, das diversas casas que conheci e me receberam como se eu fosse dali, do nascer do sol refletido no Guaíba no dia da chegada, bem como os pilares da ponte que denuncia a chegada a Porto Alegre se aproximando na chegada e ficando pequenas e distantes na partida...
Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens
sábado, 30 de junho de 2007
Rumo ao sul
Marcadores:
Arquitetura,
Caminhadas,
Conclusões,
Copa do Mundo,
Cultura útil,
Dia dos namorados,
Diário,
Divagações,
Flores,
frio de rachar,
Hotéis,
I-doser,
Opiniões,
Outono,
Pelotas,
Porto Alegre,
Quadrilha,
Recomeço,
Rio Grande do Sul,
roadmovie,
Romance,
Sampa,
Sonhos,
Turismo,
Variedades,
Verborragia
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Rumo ao sul
Antes, a madrugada que apenas começava...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 7
O frio era de gelar os ossos. As dezenas de cartazes nas mãos indicavam que viriam boas horas pela frente, e o melhor a fazer era espalhá-los nos pontos onde mais chamassem a atenção. Então quase todo poste de quase toda esquina da cidade naquela noite tinha o cartaz da festa do dia seguinte colado. Ao longo do caminho muita conversa e risada pra espantar o frio. Até luva nas mãos era necessário. E as horas iam passando lentamente, ao contrário dos nossos passos rápidos e apertados. Madrugada adentro, por mais fria que fosse era mais uma das inesquecíveis...
E novamente já passava das 5 da manhã. Dia amanhecendo, hora mais fria! Ao término, as tradicionais caminhadas até o Q.G. mais decisões acertadas para o dia seguinte, o dia D.
Volta para o hotel congelando de frio e umidade... Acordar, só lá pra Dez.. Digo, 2 ou 3 da tarde!
Feito então, acordar, almoçar, ir para o Q.G. ajudar a opinar [leia-se 'dar palpite'] na playlist dos dj's e donos da festa... Então tudo quase pronto, levam os equipamentos pro local, cada um pra suas casas se arrumar, e eu para o hotel ver se as pilhas carregaram, escolher o casaco da noite e sair. Acho que escolhi uma blusa muito fina...
Passando pela porta, algumas pessoas bebendo antes de entrar, dou um pulo lá dentro pra ver como estão as coisas. Dali um pouco as músicas começam a tocar e todos entram. Música boa faz isso sozinha! Que comece então, a festa tão esperada!
A partir daí os tragos ajudam a entrar em transe e todos se animam, o local se torna quente, alguém me revela uma agradável surpresa... Tudo vai maravilhosamente bem.
E as horas passam, os dj's se alternam e mesmo com algumas pessoas mugrando no meio da madrugada, a chuva torrencial chega lá fora, trás todos novamente pra dentro e aquilo tudo se infla novamente. No meio de tudo os flashes registram tudo o que for possível e as pilhas que não carregaram deixarem. Pausas pra descansar, beber um gole, e recomeçar. Madrugada adentro...
Tão adentro que o dono do local quer fechar. Um desentendimento que quase acaba com a noite e muda os planos para as festas futuras. Talvez mudar seja bom, mesmo eu não estando mais aqui...
Na saída, um pouco de nervosismo, natural pelos acontecimentos. Devia estar uns 3 graus, mais a garoa fina, imaginem a sensação... No meu corpo uma camisa de gola e uma blusa tão fina quanto café mal feito! Isso porque o casaco eu tive que passar a outra pessoa, tremendo ao mesmo tempo de frio e de nervosa. E apesar de congelar novamente ali, estranhamente eu não tremia. Até hoje não sei dizer porque...
Mas, para fechar a noite, a devolução do casaco, e algumas palavras balbuciadas no calor da noite fria e da emoção... Talvez certas, talvez na hora errada. Só o tempo diria. E disse. Demorou, claro, mas este diário não existiria se aquelas palavras naquele momento fossem completamente nulas...
Volta pro hotel então. Agora sinto realmente que as horas passam rápido e que o fim da viagem está perto. Apenas mais uma noite e dois dias...
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 7
O frio era de gelar os ossos. As dezenas de cartazes nas mãos indicavam que viriam boas horas pela frente, e o melhor a fazer era espalhá-los nos pontos onde mais chamassem a atenção. Então quase todo poste de quase toda esquina da cidade naquela noite tinha o cartaz da festa do dia seguinte colado. Ao longo do caminho muita conversa e risada pra espantar o frio. Até luva nas mãos era necessário. E as horas iam passando lentamente, ao contrário dos nossos passos rápidos e apertados. Madrugada adentro, por mais fria que fosse era mais uma das inesquecíveis...
E novamente já passava das 5 da manhã. Dia amanhecendo, hora mais fria! Ao término, as tradicionais caminhadas até o Q.G. mais decisões acertadas para o dia seguinte, o dia D.
Volta para o hotel congelando de frio e umidade... Acordar, só lá pra Dez.. Digo, 2 ou 3 da tarde!
Feito então, acordar, almoçar, ir para o Q.G. ajudar a opinar [leia-se 'dar palpite'] na playlist dos dj's e donos da festa... Então tudo quase pronto, levam os equipamentos pro local, cada um pra suas casas se arrumar, e eu para o hotel ver se as pilhas carregaram, escolher o casaco da noite e sair. Acho que escolhi uma blusa muito fina...
Passando pela porta, algumas pessoas bebendo antes de entrar, dou um pulo lá dentro pra ver como estão as coisas. Dali um pouco as músicas começam a tocar e todos entram. Música boa faz isso sozinha! Que comece então, a festa tão esperada!
A partir daí os tragos ajudam a entrar em transe e todos se animam, o local se torna quente, alguém me revela uma agradável surpresa... Tudo vai maravilhosamente bem.
E as horas passam, os dj's se alternam e mesmo com algumas pessoas mugrando no meio da madrugada, a chuva torrencial chega lá fora, trás todos novamente pra dentro e aquilo tudo se infla novamente. No meio de tudo os flashes registram tudo o que for possível e as pilhas que não carregaram deixarem. Pausas pra descansar, beber um gole, e recomeçar. Madrugada adentro...
Tão adentro que o dono do local quer fechar. Um desentendimento que quase acaba com a noite e muda os planos para as festas futuras. Talvez mudar seja bom, mesmo eu não estando mais aqui...
Na saída, um pouco de nervosismo, natural pelos acontecimentos. Devia estar uns 3 graus, mais a garoa fina, imaginem a sensação... No meu corpo uma camisa de gola e uma blusa tão fina quanto café mal feito! Isso porque o casaco eu tive que passar a outra pessoa, tremendo ao mesmo tempo de frio e de nervosa. E apesar de congelar novamente ali, estranhamente eu não tremia. Até hoje não sei dizer porque...
Mas, para fechar a noite, a devolução do casaco, e algumas palavras balbuciadas no calor da noite fria e da emoção... Talvez certas, talvez na hora errada. Só o tempo diria. E disse. Demorou, claro, mas este diário não existiria se aquelas palavras naquele momento fossem completamente nulas...
Volta pro hotel então. Agora sinto realmente que as horas passam rápido e que o fim da viagem está perto. Apenas mais uma noite e dois dias...
[continua...]
Marcadores:
Caminhadas,
Conclusões,
Diário,
Divagações,
frio de rachar,
Hotéis,
Música,
Opiniões,
Outono,
Pelotas,
Rio Grande do Sul,
Romance,
Sonhos,
Variedades,
Viagens
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Rumo ao sul
Antes, a madrugada que não acabou...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 6
E continuavam todos andando rumo a avenida. Conversas, risadas, bebidas... Tudo ali era embriagante e dava vontade de ficar por ali por mais tempo. No caminho iam se juntando mais pessoas ao grupo, que logo tinha mais de 10 pessoas. Até, então, pararem todos estrategicamente ao lado de um boteco, ficando alguns sentados perto pra esquecer do frio, e outros em pé, conversando e bolando teorias para também esquecê-lo...
E as teorias sobre o mundo e as músicas Gessingerianas também faziam mais sentido que nunca. Tudo fazia. O frio é apenas um mero detalhe, tudo aqui está agradando...
Cerveja pra uns, canha pra outros... Isso é forte pra mim, socorro! Dou umas bicadas e já me sinto mais quente, mas não posso continuar... Risos por toda a parte...
Então um beijo com gosto de cigarro, canha e refri... Isso eu jamais esquecerei....
Vida a fora, noite a dentro, as horas vão passando, alguns mugrando, outros se animando ainda mais... O dia seguinte é dia de Formatura para uns, e divulgação da festa para outros... Mas ninguém pensa nisso agora, vamos deixar o dia amanhecer.
E de fato, amanhece... Então acompanhamos os que moram ali perto... E depois caminhada de volta ao hotel, já estou acostumado!
Mas no caminho temos que terminar essa canha... 6, 7 da manhã... Hoje nem vou pro café da manhã, é chegar no hotel e desabar na cama!
Feito isso, então, só acordo lá pra 1 da tarde... Mesma rotina de banho, arrumar, sair pra rua, almoçar... Depois uma passada na lan-house. [Sim, finalmente achei!]
Uma hora e meia depois, notícias dadas aos amigos de outras partes, volta ao hotel, telefonemas... Marcado então na casa dos amigos ali do lado. Hoje todos vão à tal formatura... Mas nós temos outros planos. Uma passada no 'Q.G.' para decidir e então vamos ao tal boteco em que todos se reúnem. Distribuir flyers, folhetos... Até eu vou entrar nessa, afinal estou aqui mesmo!
Mais tarde uma parada pra abastecer no Q.G. e então pé na rua até de manhã. Colar cartazes!
Cola caseira pronta, cartazes nas mãos... Bóra pra rua que a cidade tem muitas ruas a se percorrer. E essa noite seria mais uma das memoráveis...
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 6
E continuavam todos andando rumo a avenida. Conversas, risadas, bebidas... Tudo ali era embriagante e dava vontade de ficar por ali por mais tempo. No caminho iam se juntando mais pessoas ao grupo, que logo tinha mais de 10 pessoas. Até, então, pararem todos estrategicamente ao lado de um boteco, ficando alguns sentados perto pra esquecer do frio, e outros em pé, conversando e bolando teorias para também esquecê-lo...
E as teorias sobre o mundo e as músicas Gessingerianas também faziam mais sentido que nunca. Tudo fazia. O frio é apenas um mero detalhe, tudo aqui está agradando...
Cerveja pra uns, canha pra outros... Isso é forte pra mim, socorro! Dou umas bicadas e já me sinto mais quente, mas não posso continuar... Risos por toda a parte...
Então um beijo com gosto de cigarro, canha e refri... Isso eu jamais esquecerei....
Vida a fora, noite a dentro, as horas vão passando, alguns mugrando, outros se animando ainda mais... O dia seguinte é dia de Formatura para uns, e divulgação da festa para outros... Mas ninguém pensa nisso agora, vamos deixar o dia amanhecer.
E de fato, amanhece... Então acompanhamos os que moram ali perto... E depois caminhada de volta ao hotel, já estou acostumado!
Mas no caminho temos que terminar essa canha... 6, 7 da manhã... Hoje nem vou pro café da manhã, é chegar no hotel e desabar na cama!
Feito isso, então, só acordo lá pra 1 da tarde... Mesma rotina de banho, arrumar, sair pra rua, almoçar... Depois uma passada na lan-house. [Sim, finalmente achei!]
Uma hora e meia depois, notícias dadas aos amigos de outras partes, volta ao hotel, telefonemas... Marcado então na casa dos amigos ali do lado. Hoje todos vão à tal formatura... Mas nós temos outros planos. Uma passada no 'Q.G.' para decidir e então vamos ao tal boteco em que todos se reúnem. Distribuir flyers, folhetos... Até eu vou entrar nessa, afinal estou aqui mesmo!
Mais tarde uma parada pra abastecer no Q.G. e então pé na rua até de manhã. Colar cartazes!
Cola caseira pronta, cartazes nas mãos... Bóra pra rua que a cidade tem muitas ruas a se percorrer. E essa noite seria mais uma das memoráveis...
[continua...]
Marcadores:
Caminhadas,
Diário,
Divagações,
Hotéis,
Opiniões,
Outono,
Pelotas,
Rio Grande do Sul,
Romance,
Surrealidade,
Variedades,
Viagens
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Um post 'Ludovico' !
Sabemos que tendo boas influências musicais e literárias fica bem mais fácil escrever algo. E não a toa, desde cedo eu fui rodeado de boa música e literatura. Família rica em todos os sentidos. Da música clássica ao Vinicius de Moraes, do Drummond a Bossa Nova. Só não tive aulas de 'Mutantes' porque eles eram demasiado loucos para os gostos da minha famiglia. E nisso havemos de convir, eles eram mesmo! Mas estou chegando neles através de seus 'influenciados', digamos assim.
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
site da banda: http://www.ludov.com.br/
letras: http://ludov.letras.terra.com.br/
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
site da banda: http://www.ludov.com.br/
letras: http://ludov.letras.terra.com.br/
Marcadores:
Conclusões,
Cotidiano,
Cultura útil,
Disco Paralelo,
Drummond,
I-doser,
Influências,
Ludov,
Metrô,
Multidão,
Música,
Opiniões,
Poesia,
Pós-modernismo,
Prosa,
Surrealidade,
Variedades,
Verso
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Rumo ao sul
Na última parte, a hora do jogo...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 5
Muita tensão e pouco futebol. Pelo menos a companhia era agradável. Se não valeu pelo jogo, valeu pela bagunça... E depois, mais alguns momentos tranqüilos, mp3 player compartilhado a dois até quase cochilar no sofá...
Depois, então, mais caminhadas até a casa de outros amigos. Parando pra ver tv, falar besteiras e comer mais um pouco... Haverá uma festa essa semana, então há várias reuniões pra definir as músicas e como será feita a propaganda.
Então sentam-se todos numa cama, outros na poltrona... A distração é Guitar Hero, viciante! Aquelas músicas já grudaram na cabeça, ajudando a formar a trilha sonora da viagem...
A despedida hoje é um pouco mais tarde. Amanhã é véspera de feriado, dia que todos ficam na rua... Até a manhã seguinte. Então uma caminhada tranqüila de volta ao hotel, e os planos pra longa noite de amanhã...
Dia seguinte, o sol da tarde ajuda no frio, mas as conseqüências daquele chuveiro frio e da umidade desse lugar já fizeram efeito... Gripe. Nem a rinite, nem a sinusite. É gripe mesmo, das fortes... Lenço no bolso e vamos pra rua então!
Mais uma reunião e fica decidido como serão os cartazes e flyers da festa. Divulgação só amanhã, porque hoje é dia de todos irem aos botecos beber e falar besteira. Já não era sem tempo!
A noite então, se encontram na casa de alguém e vão todos juntos. O lugar é famoso, há tanta gente que a maioria prefere ficar do lado de fora mesmo, em pé, encostados nos muros ou sentados nas altas calçadas. Conversando, me divertindo, e por que não, tomando uns tragos também!
Conhecendo mais gente, vendo quem eu não via desde a chegada, o frio já nem importa tanto assim! Vou lá dentro pegar mais cerveja pra todos então... Mas a cerveja acabou?.. 'Vamos comprar no bar ali do lado então', dizem os que estão habituados com o lugar... Eu concordo, compramos mais bebidas e continuamos as conversas. Mas, na falta do líquido dourado, o boteco fecha cedo... Que fazer?.. 'Bom, vamos dar umas bandas até a avenida', sugere alguém ali... Então vamos todos, um grupo de jovens 'pensando bobagens, bebendo besteiras', mas nem tão bobagens assim! Ali, talvez a experiência mais rica de intercâmbio com o pessoal de lá: enquanto seguem todos andando, bebendo [e alguns fumando] pra espantar o frio, discussões sobre a sociedade em geral, músicas, comportamento... E em especial o nosso ídolo em comum, Humberto Gessinger, que profetiza suas palavras na forma de músicas, e nós o seguimos, olhando o mundo de forma diferente do resto... Aquela noite pode ter acabado, mas aquele momento foi eterno. A leveza de se sentir em casa em ruas tão geladas, mas cheias de calor e companhias agradáveis. Tudo isso dava um gosto de 'quero mais' no meio da viagem, e ao mesmo tempo uma impressão do que seria deixar tudo isso pra trás...
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 5
Muita tensão e pouco futebol. Pelo menos a companhia era agradável. Se não valeu pelo jogo, valeu pela bagunça... E depois, mais alguns momentos tranqüilos, mp3 player compartilhado a dois até quase cochilar no sofá...
Depois, então, mais caminhadas até a casa de outros amigos. Parando pra ver tv, falar besteiras e comer mais um pouco... Haverá uma festa essa semana, então há várias reuniões pra definir as músicas e como será feita a propaganda.
Então sentam-se todos numa cama, outros na poltrona... A distração é Guitar Hero, viciante! Aquelas músicas já grudaram na cabeça, ajudando a formar a trilha sonora da viagem...
A despedida hoje é um pouco mais tarde. Amanhã é véspera de feriado, dia que todos ficam na rua... Até a manhã seguinte. Então uma caminhada tranqüila de volta ao hotel, e os planos pra longa noite de amanhã...
Dia seguinte, o sol da tarde ajuda no frio, mas as conseqüências daquele chuveiro frio e da umidade desse lugar já fizeram efeito... Gripe. Nem a rinite, nem a sinusite. É gripe mesmo, das fortes... Lenço no bolso e vamos pra rua então!
Mais uma reunião e fica decidido como serão os cartazes e flyers da festa. Divulgação só amanhã, porque hoje é dia de todos irem aos botecos beber e falar besteira. Já não era sem tempo!
A noite então, se encontram na casa de alguém e vão todos juntos. O lugar é famoso, há tanta gente que a maioria prefere ficar do lado de fora mesmo, em pé, encostados nos muros ou sentados nas altas calçadas. Conversando, me divertindo, e por que não, tomando uns tragos também!
Conhecendo mais gente, vendo quem eu não via desde a chegada, o frio já nem importa tanto assim! Vou lá dentro pegar mais cerveja pra todos então... Mas a cerveja acabou?.. 'Vamos comprar no bar ali do lado então', dizem os que estão habituados com o lugar... Eu concordo, compramos mais bebidas e continuamos as conversas. Mas, na falta do líquido dourado, o boteco fecha cedo... Que fazer?.. 'Bom, vamos dar umas bandas até a avenida', sugere alguém ali... Então vamos todos, um grupo de jovens 'pensando bobagens, bebendo besteiras', mas nem tão bobagens assim! Ali, talvez a experiência mais rica de intercâmbio com o pessoal de lá: enquanto seguem todos andando, bebendo [e alguns fumando] pra espantar o frio, discussões sobre a sociedade em geral, músicas, comportamento... E em especial o nosso ídolo em comum, Humberto Gessinger, que profetiza suas palavras na forma de músicas, e nós o seguimos, olhando o mundo de forma diferente do resto... Aquela noite pode ter acabado, mas aquele momento foi eterno. A leveza de se sentir em casa em ruas tão geladas, mas cheias de calor e companhias agradáveis. Tudo isso dava um gosto de 'quero mais' no meio da viagem, e ao mesmo tempo uma impressão do que seria deixar tudo isso pra trás...
[continua...]
Marcadores:
atualidades,
Caminhadas,
Conclusões,
Copa do Mundo,
Cotidiano,
Cultura útil,
Diário,
Discussões,
Divagações,
Hotéis,
Opiniões,
Outono,
Pelotas,
Rio Grande do Sul,
Surrealidade,
Turismo,
Variedades,
Viagens
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Rumo ao sul
Antes, um pequeno cochilo no hotel nas primeiras horas da manhã do dia 12/06...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
Marcadores:
Caminhadas,
Copa do Mundo,
Cotidiano,
Dia dos namorados,
Diário,
Divagações,
Flores,
Hotéis,
internet,
Opiniões,
Outono,
Pelotas,
Rio Grande do Sul,
Romance,
Turismo,
Variedades,
Viagens
sábado, 9 de junho de 2007
Textos antigos: "Olhar"
Esse eu escrevi no metrô, na minha cabeça, e quando cheguei em casa passei pro 'papel'...
-
Olhar
Queria ver as coisas
Pelos seus olhos...
Queria ver como você vê a todos
Ter novamente a esperança
De que tudo pode ser melhor
Como no mundo de uma criança
Queria eu estar presente
Nesse seu olhar
Queria fazer parte de seu mundo
Ter alguém como você para cuidar
Queria ter a energia
Desses seus olhos...
Queria eu novamente ter a alegria
De olhar para o céu sem me lamentar
Queria enxergar de novo
O que deixei de me importar...
Queria eu estar sempre perto
Desse teu olhar...
Mas de repente tudo muda...
Que tristeza é essa que invadiu seu olhar?
O que há de errado a te perturbar?
Pois nada nesse mundo devia
Ter força pra te derrubar...
E eu me pergunto...
Será que um dia
Novamente, vou poder te encontrar?
Será que um dia reencontrarei esse olhar?
Algum dia estarei com alguém como você?
T. Dezembro 2003
-
Olhar
Queria ver as coisas
Pelos seus olhos...
Queria ver como você vê a todos
Ter novamente a esperança
De que tudo pode ser melhor
Como no mundo de uma criança
Queria eu estar presente
Nesse seu olhar
Queria fazer parte de seu mundo
Ter alguém como você para cuidar
Queria ter a energia
Desses seus olhos...
Queria eu novamente ter a alegria
De olhar para o céu sem me lamentar
Queria enxergar de novo
O que deixei de me importar...
Queria eu estar sempre perto
Desse teu olhar...
Mas de repente tudo muda...
Que tristeza é essa que invadiu seu olhar?
O que há de errado a te perturbar?
Pois nada nesse mundo devia
Ter força pra te derrubar...
E eu me pergunto...
Será que um dia
Novamente, vou poder te encontrar?
Será que um dia reencontrarei esse olhar?
Algum dia estarei com alguém como você?
T. Dezembro 2003
Marcadores:
Cidade Grande,
Cotidiano,
Metrô,
Monossílabos,
Multidão,
Poesia,
Prosa,
Sonhos,
Variedades
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Textos antigos: "Cidade Grande p.m."
Eis a segunda parte... Se completam...
-
Cidade Grande p.m.
Não é o cansaço pós-almoço
É a tarde lenta, é o dia lento
Não é o sol descendo
Por trás dos prédios no fim da tarde
Não é voltar pra casa
E encontrar o silêncio
É a casa ficando escura
Um cd tocando solitário
A vontade de sair um pouco
Não é sair com alguns trocados no bolso
Até o bar da esquina mais próximo
É o gole de cerveja
Cada vez mais amargo sem o seu riso
É você não comentar
Do meu corte de cabelo a noite
As paredes não ecoando
Nossa conversa, cada um em um cômodo
É a gente não fazendo planos
De viagens, do casamento, dos filhos, do futuro
É a gente não se abraçar
Namorar por horas que são escassas demais
É a gente não olhar o outro
E não precisar dizer nada
Não irmos dormir juntos
Quando chegar a meia-noite
É a falta de você
T. 19/10/2004
-
Cidade Grande p.m.
Não é o cansaço pós-almoço
É a tarde lenta, é o dia lento
Não é o sol descendo
Por trás dos prédios no fim da tarde
Não é voltar pra casa
E encontrar o silêncio
É a casa ficando escura
Um cd tocando solitário
A vontade de sair um pouco
Não é sair com alguns trocados no bolso
Até o bar da esquina mais próximo
É o gole de cerveja
Cada vez mais amargo sem o seu riso
É você não comentar
Do meu corte de cabelo a noite
As paredes não ecoando
Nossa conversa, cada um em um cômodo
É a gente não fazendo planos
De viagens, do casamento, dos filhos, do futuro
É a gente não se abraçar
Namorar por horas que são escassas demais
É a gente não olhar o outro
E não precisar dizer nada
Não irmos dormir juntos
Quando chegar a meia-noite
É a falta de você
T. 19/10/2004
Marcadores:
atualidades,
Cidade Grande,
Conclusões,
Cotidiano,
Diário,
Divagações,
Fantasmas,
Poesia,
Prosa,
Romance,
Sampa,
Sonhos,
Surrealidade,
Variedades
Textos antigos: "Cidade Grande a.m."
Estes são meus 'bebês', os dois dos quais mais me orgulho de ter escrito...
E surgiram prontos, só transcrevi pro papel, sem computador, sem sono, sem muita coisa pra fazer na época...
Espero que gostem!
-
Cidade Grande a.m.
Não é dia ainda
Tampouco é noite
Os pássaros vêm à janela
Para nos acordar
A cidade no seu movimento contínuo
Começa a se encher novamente
Um café forte, uma chuva fina
O céu escuro e cinzento
Numa manhã de Primavera que conserva
A tristeza do Inverno
Não fosse pelas árvores verdes
E flores que voltam a aparecer
Não é a casa vazia
É uma pessoa solitária
Olhando pelo vidro embaçado
O amanhecer frenético do mundo
Um mal necessário
É uma foto tirada
Com um fundo em movimento
Sem opção, apenas uma pessoa
É o meu lugar vazio, quase sem vida
Hora de cuidar das plantas, depois sair
Não é seu travesseiro intacto
No seu lado da cama
É a sua falta à esse lugar
A incerteza de que irá voltar
Não é a tv falando sozinha
É a poltrona sem vestígios de ser usada
Não é o ar poluído, não é o barulho
Entrando pelas janelas
É a sua voz que não se ouve mais
Por aqui, ultimamente
Não é a pressa de sairmos
Juntos, para ganhar o dia
É a lentidão com que tudo funciona
Não é a longa madrugada
É olhar para o teto e falar sozinho
Não é depressão
É só a tristeza de você não estar aqui
Não é o ritmo lento da manhã
É o pensamento em uma só coisa
Pessoa, tempo e lugar
T. 19/10/2004
E surgiram prontos, só transcrevi pro papel, sem computador, sem sono, sem muita coisa pra fazer na época...
Espero que gostem!
-
Cidade Grande a.m.
Não é dia ainda
Tampouco é noite
Os pássaros vêm à janela
Para nos acordar
A cidade no seu movimento contínuo
Começa a se encher novamente
Um café forte, uma chuva fina
O céu escuro e cinzento
Numa manhã de Primavera que conserva
A tristeza do Inverno
Não fosse pelas árvores verdes
E flores que voltam a aparecer
Não é a casa vazia
É uma pessoa solitária
Olhando pelo vidro embaçado
O amanhecer frenético do mundo
Um mal necessário
É uma foto tirada
Com um fundo em movimento
Sem opção, apenas uma pessoa
É o meu lugar vazio, quase sem vida
Hora de cuidar das plantas, depois sair
Não é seu travesseiro intacto
No seu lado da cama
É a sua falta à esse lugar
A incerteza de que irá voltar
Não é a tv falando sozinha
É a poltrona sem vestígios de ser usada
Não é o ar poluído, não é o barulho
Entrando pelas janelas
É a sua voz que não se ouve mais
Por aqui, ultimamente
Não é a pressa de sairmos
Juntos, para ganhar o dia
É a lentidão com que tudo funciona
Não é a longa madrugada
É olhar para o teto e falar sozinho
Não é depressão
É só a tristeza de você não estar aqui
Não é o ritmo lento da manhã
É o pensamento em uma só coisa
Pessoa, tempo e lugar
T. 19/10/2004
Marcadores:
atualidades,
Cidade Grande,
Conclusões,
Cotidiano,
Diário,
Divagações,
Fantasmas,
Poesia,
Prosa,
Romance,
Sampa,
Sonhos,
Surrealidade,
Variedades
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Rumo ao sul
na primeira etapa da viagem, vosso narrador contou como foram os preparativos, a noite antes da viagem e a primeira etapa dela, até cair no sono já na manhã seguinte...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 2
O sol batia caloroso através da janela do ônibus. A janela entreaberta deixava passar apenas o vento suficiente para não causar estardalhaço. O cochilo valia pela noite mal dormida, e o sol pelos dias cinzentos de outrora. A viagem de mais ou menos 3 horas até que passara rápido. Logo se aproximava a entra da cidade, a feira de doces, a rodoviária. Bem-vindo a Pelotas. A mesma cidade famosa por outras questões, e eu estava ali, curiosamente...
O ônibus estacionava, e eu arrumava minhas coisas para levantar, procurando do lado de fora por alguém que do lado de fora procurava por mim, lá dentro. E os olhares se cruzaram rapidamente. A ânsia de descer de lá era algo interminável. Chegada a minha vez no ônibus semi-vazio, a primeira coisa a fazer foi o abraço, tão sonhado! Ao lado uma amiga, devidamente apresentados. Recolhi a mala, esperamos mais um amigo chegar, procuramos o caixa eletrônico novamente, pegamos todos o táxi rumo ao hotel.
A cidade que se apresentava me parecia confortável e tranqüila, ótimo. As ruas de paralelepípedos, largas, eram muito diferentes das paulistanas.
Chegando ao hotel, o rápido check-in, sobem todos para o quarto e eu organizo por lá minhas coisas. Não poderia faltar, claro, a ligação para os pais. Feito isso, estava pronto! E fomos todos à casa dos amigos que ficava ali do lado. O programa era a Copa do Mundo, fervendo!
Uma pequena bagunça naquele quarto pequeno e colorido, de paredes com assinaturas de amigos. Claro, deixei a minha lá também.
As mãos dadas, o computador ligado, as músicas se alternando com as risadas, o jogo ali era a última coisa que importava!
Eram novos e bons amigos, e tudo ali era muito agradável...
Acabado o jogo, a noite se aproximava, mas a diversão não mesmo. Outra casa de outra amiga, um belo jantar, pizza até todos se entupirem, o computador ligado em outro cômodo com outras vozes, e finalmente o repouso no sofá. As mãos mais próximas, os corpos mais quentes, as bocas mais perto... E veio o primeiro de muitos durante aquela semana...
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 2
O sol batia caloroso através da janela do ônibus. A janela entreaberta deixava passar apenas o vento suficiente para não causar estardalhaço. O cochilo valia pela noite mal dormida, e o sol pelos dias cinzentos de outrora. A viagem de mais ou menos 3 horas até que passara rápido. Logo se aproximava a entra da cidade, a feira de doces, a rodoviária. Bem-vindo a Pelotas. A mesma cidade famosa por outras questões, e eu estava ali, curiosamente...
O ônibus estacionava, e eu arrumava minhas coisas para levantar, procurando do lado de fora por alguém que do lado de fora procurava por mim, lá dentro. E os olhares se cruzaram rapidamente. A ânsia de descer de lá era algo interminável. Chegada a minha vez no ônibus semi-vazio, a primeira coisa a fazer foi o abraço, tão sonhado! Ao lado uma amiga, devidamente apresentados. Recolhi a mala, esperamos mais um amigo chegar, procuramos o caixa eletrônico novamente, pegamos todos o táxi rumo ao hotel.
A cidade que se apresentava me parecia confortável e tranqüila, ótimo. As ruas de paralelepípedos, largas, eram muito diferentes das paulistanas.
Chegando ao hotel, o rápido check-in, sobem todos para o quarto e eu organizo por lá minhas coisas. Não poderia faltar, claro, a ligação para os pais. Feito isso, estava pronto! E fomos todos à casa dos amigos que ficava ali do lado. O programa era a Copa do Mundo, fervendo!
Uma pequena bagunça naquele quarto pequeno e colorido, de paredes com assinaturas de amigos. Claro, deixei a minha lá também.
As mãos dadas, o computador ligado, as músicas se alternando com as risadas, o jogo ali era a última coisa que importava!
Eram novos e bons amigos, e tudo ali era muito agradável...
Acabado o jogo, a noite se aproximava, mas a diversão não mesmo. Outra casa de outra amiga, um belo jantar, pizza até todos se entupirem, o computador ligado em outro cômodo com outras vozes, e finalmente o repouso no sofá. As mãos mais próximas, os corpos mais quentes, as bocas mais perto... E veio o primeiro de muitos durante aquela semana...
[continua...]
Marcadores:
Conclusões,
Copa do Mundo,
Diário,
Divagações,
Hotéis,
Outono,
Pelotas,
Rio Grande do Sul,
Romance,
Variedades,
Viagens
Textos antigos: "Heroína"
[tal qual uma droga causa dependência...]
Heroína
Quando tudo parece estar fora do lugar
Quando nove da noite parece ser três da manhã
Quando a tristeza toma conta do que devia ser felicidade
Me lembro de você
E a tristeza se dissipa na garoa
Meu relógio continua a discordar de mim
Tomando o tempo que gostaria que não terminasse
Que me afasta de você
Tudo continua bagunçado
Mas com você por perto, está no seu lugar...
E tudo parece perfeito
Entro num estado de quase-hipnose
Tão concentrado em meus pensamentos
Que me esqueço do que ocorre à nossa volta
E meu estado de transe parece não querer ter fim
Quando ao retornar pro meu canto
Ainda tenho suas imagens na minha memória
Você invade meu mundo com jeitinho
E aos poucos o conquista e dele faz parte
Se faz presente em metade dos dias da semana
E nos restantes me deixa a quase sensação
De um viciado que admite seu vício
E mesmo assim o ama e o carrega
Pelo resto de seus dias
Minha salvação;
Minha heroína...
T. 11/07/2004
Heroína
Quando tudo parece estar fora do lugar
Quando nove da noite parece ser três da manhã
Quando a tristeza toma conta do que devia ser felicidade
Me lembro de você
E a tristeza se dissipa na garoa
Meu relógio continua a discordar de mim
Tomando o tempo que gostaria que não terminasse
Que me afasta de você
Tudo continua bagunçado
Mas com você por perto, está no seu lugar...
E tudo parece perfeito
Entro num estado de quase-hipnose
Tão concentrado em meus pensamentos
Que me esqueço do que ocorre à nossa volta
E meu estado de transe parece não querer ter fim
Quando ao retornar pro meu canto
Ainda tenho suas imagens na minha memória
Você invade meu mundo com jeitinho
E aos poucos o conquista e dele faz parte
Se faz presente em metade dos dias da semana
E nos restantes me deixa a quase sensação
De um viciado que admite seu vício
E mesmo assim o ama e o carrega
Pelo resto de seus dias
Minha salvação;
Minha heroína...
T. 11/07/2004
Marcadores:
Divagações,
Julho,
Poesia,
Prosa,
Sampa,
Variedades
Mudernidade
[pedindo licença para a autora da interjeição do título]...
No dicionário, temos como mais perto de 'modernidade':
modernice s.f. 1 Apego exagerado a coisas ou idéias modernas. 2 Mania de querer passar por moderno.
E para nós, seres humanos do século XXI, dotados de polegares opositores e o chamado 'livre arbítrio', mudernidade vem a ser algo muito comum, caminhando próximo com a modernice.
Hoje tudo está na rede. Quer achar um endereço? Sites de mapas temos vários. Quer fazer uma pesquisa? Wikipedia está lá maravilhosamente nos esperando. Quer achar sites com conteúdos específicos, ou mesmo aquele poema que você não acha mais porque seu livro do colégio está perdido em algum lugar do passado, Google nele!
É tudo tão fácil que chega a ser ridiculamente preguiçoso. Graças ao bom Deus nos meus tempos de colégio o Google ainda caminhava, pois assim aprendi que trabalho escolar não é ctrl + c, ctrl + v e ctrl + p... Há até poucos anos atrás aprendíamos a pensar, hoje aprendemos a pesquisar e copiar, e os microssegundos que a pesquisa dura dão uma noção do 'orgasmo intelectual' que é procurar algo na rede... Hoje há de tudo, até em exagero. Muito exagero, por sinal. Nos meus tempos de colégio sofríamos de escassez de informações na rede, assim tínhamos o hábito de pegar livros na biblioteca [ah sim, na faculdade também, mas nela havia a desculpa dos conteúdos serem extremamente específicos...] Hoje não, sofremos sim pela superabundância de informações. É tanta coisa em tanto lugar que separar o joio do trigo não é pra qualquer um...
E isso se levarmos em conta apenas a esfera de conteúdo 'útil' da rede, pois o inútil é amplamente maior [redundantemente dizendo]. Programas dos mais diversos, cada um pra um tipo específico de ação. Quer baixar músicas ou vídeos? Há um programa. Quer proteger o computador? Existem vários tipos de programas, do antivírus ao firewall... Quer se comunicar? Nossa, programas de mensagens instantâneas são cada vez mais diversos e multifuncionais... Faz- se de tudo para que você não saia da frente da tela por um minuto. Jogos, conversas em vídeo, áudio, manuscrito, chats... Se duvidar logo vai ter como mandar sinal de fumaça por eles!
[E vejam bem, ainda nem falei dos sites...]
Ah sim, pois bem, os sites. Com a explosão da internet no nosso país, quando a internet gratuita surgiu, eles foram ficando cada vez mais aprimorados. Novas linguagens de programação eram dominadas pelos nossos amigos que identificaram nisso uma boa oportunidade pessoal, financeira, etc etc., com a contribuição, claro, da melhoria gradual nos hardwares dos usuários de computadores. Sites de jogos, enciclopédias virtuais, comunidades mundiais de pessoas, postagem de vídeos, blogs, fotos, etc etc...
Muito bonito e próspero, por sinal.
Mas aí há um pequeno problema, que começou como uma coceirinha de nada e foi crescendo... E crescendo... E logo se tornará um problema de âmbito nacional: nossas redes de telecomunicações, sob raras exceções, são velhas e desgastadas. Alguns muitos lugares do Brasil nem banda larga têm ainda [e vejam bem, nem são lugares isolados.] É no mínimo curioso que no país da urna eletrônica [que já deveria ter sido exportada] não haja uma rede de telecomunicações capaz de dar conta do fluxo de informação que rola na rede. Claro, por isso todos nós temos uma grande culpa, com nossa avidez por nos mudernizarmos...
E nos irritamos a ponto de querer descontar nos nossos 'pobres' hardwares, que nada têm a ver, estão ali se esforçando, como máquinas, para nos trazer tudo que os dedos clicam através do mouse e digitam pelo teclado. É tão engraçado que para dormirmos tranquilos temos que dar um alt + F4 na mente, senão ficamos pensando no que deixamos de fazer na rede no dia que passou...
Para terminar, um ótimo exemplo do que a mudernidade nos traz: o ato de emular [reproduzir com efeitos próximos] as coisas. Começou com jogos de videogames quase extintos, como nosso saudoso Atari, e hoje já emularam até as drogas. E com resultados muito próximos aos reais. [Aí os leitores vão me perdoar, mas eu como bom careta que sou, nunca experimentei drogas ilícitas...]
Mas confio, evidentemente, na descrição de quem já as tomou. E a emulação de sentimentos não parou com as drogas não. Estão indo cada vez mais longe, reproduzindo sensações do big-bang [sim, aquele mesmo que originou o Sistema Solar], de estar sonhando acordado [e eu realmente me senti levitando!], sensações de estar fisicamente com alguém que não está perto de você [e olha que os resultados são bons...], sensações de criatividade e inspiração, e, pasmem, até de orgasmos.
Ahh, essa mudernidade... Eu prefiro ser careta, baixar e-books pra ler, ter conversas com pessoas cults que tenham gostos que completem os meus, passar o tempo a toa pesquisando sobre filósofos dos quais eu ainda não li as obras, ver filmes que me deixem com cara-de-ponto-de-interrogação, e , principalmente, procurar nessas poucas pessoas algo que me inspire, que me incite. E consegui. Obrigado, Srta. autora do termo que eu tomei emprestado! Me deixaste com o ponto de interrogação na testa, hoje.
E, ao elaborar um texto capaz de descrever toda essa mudernização em minha mente, a sensação quando a conclusão deste texto pseudo-explicativo se aproxima, é a de um orgasmo intelectual. Desta vez sem aspas, porque essa é uma sensação que mesmo os brilhantes técnicos do I-doser devem demorar MUITO a conseguir reproduzir...
[Ah, como eu amo a metalinguagem.......]
No dicionário, temos como mais perto de 'modernidade':
modernice s.f. 1 Apego exagerado a coisas ou idéias modernas. 2 Mania de querer passar por moderno.
E para nós, seres humanos do século XXI, dotados de polegares opositores e o chamado 'livre arbítrio', mudernidade vem a ser algo muito comum, caminhando próximo com a modernice.
Hoje tudo está na rede. Quer achar um endereço? Sites de mapas temos vários. Quer fazer uma pesquisa? Wikipedia está lá maravilhosamente nos esperando. Quer achar sites com conteúdos específicos, ou mesmo aquele poema que você não acha mais porque seu livro do colégio está perdido em algum lugar do passado, Google nele!
É tudo tão fácil que chega a ser ridiculamente preguiçoso. Graças ao bom Deus nos meus tempos de colégio o Google ainda caminhava, pois assim aprendi que trabalho escolar não é ctrl + c, ctrl + v e ctrl + p... Há até poucos anos atrás aprendíamos a pensar, hoje aprendemos a pesquisar e copiar, e os microssegundos que a pesquisa dura dão uma noção do 'orgasmo intelectual' que é procurar algo na rede... Hoje há de tudo, até em exagero. Muito exagero, por sinal. Nos meus tempos de colégio sofríamos de escassez de informações na rede, assim tínhamos o hábito de pegar livros na biblioteca [ah sim, na faculdade também, mas nela havia a desculpa dos conteúdos serem extremamente específicos...] Hoje não, sofremos sim pela superabundância de informações. É tanta coisa em tanto lugar que separar o joio do trigo não é pra qualquer um...
E isso se levarmos em conta apenas a esfera de conteúdo 'útil' da rede, pois o inútil é amplamente maior [redundantemente dizendo]. Programas dos mais diversos, cada um pra um tipo específico de ação. Quer baixar músicas ou vídeos? Há um programa. Quer proteger o computador? Existem vários tipos de programas, do antivírus ao firewall... Quer se comunicar? Nossa, programas de mensagens instantâneas são cada vez mais diversos e multifuncionais... Faz- se de tudo para que você não saia da frente da tela por um minuto. Jogos, conversas em vídeo, áudio, manuscrito, chats... Se duvidar logo vai ter como mandar sinal de fumaça por eles!
[E vejam bem, ainda nem falei dos sites...]
Ah sim, pois bem, os sites. Com a explosão da internet no nosso país, quando a internet gratuita surgiu, eles foram ficando cada vez mais aprimorados. Novas linguagens de programação eram dominadas pelos nossos amigos que identificaram nisso uma boa oportunidade pessoal, financeira, etc etc., com a contribuição, claro, da melhoria gradual nos hardwares dos usuários de computadores. Sites de jogos, enciclopédias virtuais, comunidades mundiais de pessoas, postagem de vídeos, blogs, fotos, etc etc...
Muito bonito e próspero, por sinal.
Mas aí há um pequeno problema, que começou como uma coceirinha de nada e foi crescendo... E crescendo... E logo se tornará um problema de âmbito nacional: nossas redes de telecomunicações, sob raras exceções, são velhas e desgastadas. Alguns muitos lugares do Brasil nem banda larga têm ainda [e vejam bem, nem são lugares isolados.] É no mínimo curioso que no país da urna eletrônica [que já deveria ter sido exportada] não haja uma rede de telecomunicações capaz de dar conta do fluxo de informação que rola na rede. Claro, por isso todos nós temos uma grande culpa, com nossa avidez por nos mudernizarmos...
E nos irritamos a ponto de querer descontar nos nossos 'pobres' hardwares, que nada têm a ver, estão ali se esforçando, como máquinas, para nos trazer tudo que os dedos clicam através do mouse e digitam pelo teclado. É tão engraçado que para dormirmos tranquilos temos que dar um alt + F4 na mente, senão ficamos pensando no que deixamos de fazer na rede no dia que passou...
Para terminar, um ótimo exemplo do que a mudernidade nos traz: o ato de emular [reproduzir com efeitos próximos] as coisas. Começou com jogos de videogames quase extintos, como nosso saudoso Atari, e hoje já emularam até as drogas. E com resultados muito próximos aos reais. [Aí os leitores vão me perdoar, mas eu como bom careta que sou, nunca experimentei drogas ilícitas...]
Mas confio, evidentemente, na descrição de quem já as tomou. E a emulação de sentimentos não parou com as drogas não. Estão indo cada vez mais longe, reproduzindo sensações do big-bang [sim, aquele mesmo que originou o Sistema Solar], de estar sonhando acordado [e eu realmente me senti levitando!], sensações de estar fisicamente com alguém que não está perto de você [e olha que os resultados são bons...], sensações de criatividade e inspiração, e, pasmem, até de orgasmos.
Ahh, essa mudernidade... Eu prefiro ser careta, baixar e-books pra ler, ter conversas com pessoas cults que tenham gostos que completem os meus, passar o tempo a toa pesquisando sobre filósofos dos quais eu ainda não li as obras, ver filmes que me deixem com cara-de-ponto-de-interrogação, e , principalmente, procurar nessas poucas pessoas algo que me inspire, que me incite. E consegui. Obrigado, Srta. autora do termo que eu tomei emprestado! Me deixaste com o ponto de interrogação na testa, hoje.
E, ao elaborar um texto capaz de descrever toda essa mudernização em minha mente, a sensação quando a conclusão deste texto pseudo-explicativo se aproxima, é a de um orgasmo intelectual. Desta vez sem aspas, porque essa é uma sensação que mesmo os brilhantes técnicos do I-doser devem demorar MUITO a conseguir reproduzir...
[Ah, como eu amo a metalinguagem.......]
Marcadores:
atualidades,
Conclusões,
Cultura [in]útil,
Divagações,
emulação,
I-doser,
internet,
Monossílabos,
Opiniões,
Pós-modernismo,
Variedades,
Verborragia
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Quadrilha [Versão tempos pós-modernos]
Camila, Érika, Karina, Érika, Tássia, Ariane, Luciana, Ana Beatriz, Luciana, Fernanda, Dalila, Nara, Débora, Luciana, Daline, Camila.
Camila foi a primeira que ele apreciou. Depois veio Érika, com quem fazia dupla no colégio. Karina era a inalcançável. A outra Érika mudou de colégio e lhe bateu saudade. Tássia era uma novidade, todos cobiçaram. Ariane foi bem platônico, ele bem que tentou. Luciana foi a primeira a morar longe. Ana Beatriz foi a primeira a ser sério. Outra Luciana foi mais que inalcançável. Fernanda era uma boa amiga. Dalila foi a primeira a arrebatar. Nara era a melhor das amigas de todos os tempos. Débora era doce, mas um erro de execução. Última das Lucianas, acabou virando ótima amiga. Daline foi a que ele mais arriscou. E voltou para a mesma Camila do ponto de partida.
Camila foi pro interior. Érika virou uma amiga ao longo dos anos, e namorou sempre o mesmo. Karina mudou de colégio e de namorado[s]. A outra Érika mudou de namorados. Tássia mudou logo de colégio e de vida, virou uma linda e jovem mãe. Ariane conheceu um rapaz e com ele ficou durante todo esse tempo. Luciana se formou, ficou independente, quase casou mas está só. Ana Beatriz ficou noiva. A outra Luciana sumiu da face da Terra. Fernanda namorou, terminou, namorou, terminou e está só. Dalila noivou. Nara namorou, terminou, voltou, terminou, voltou, terminou... Débora encontrou alguém que lhe fez bem. A última Luciana, também. Daline tocou o barco e também encontrou seu alguém. E Camila... Parece que está melhorando... E vai mesmo!
E ele, disse que não faria mal a mais ninguém, ficou sozinho e bem. Até aparecer mais um nome na história...
[aos desinformados, a Quadrilha original e uma análise dela...]
Camila foi a primeira que ele apreciou. Depois veio Érika, com quem fazia dupla no colégio. Karina era a inalcançável. A outra Érika mudou de colégio e lhe bateu saudade. Tássia era uma novidade, todos cobiçaram. Ariane foi bem platônico, ele bem que tentou. Luciana foi a primeira a morar longe. Ana Beatriz foi a primeira a ser sério. Outra Luciana foi mais que inalcançável. Fernanda era uma boa amiga. Dalila foi a primeira a arrebatar. Nara era a melhor das amigas de todos os tempos. Débora era doce, mas um erro de execução. Última das Lucianas, acabou virando ótima amiga. Daline foi a que ele mais arriscou. E voltou para a mesma Camila do ponto de partida.
Camila foi pro interior. Érika virou uma amiga ao longo dos anos, e namorou sempre o mesmo. Karina mudou de colégio e de namorado[s]. A outra Érika mudou de namorados. Tássia mudou logo de colégio e de vida, virou uma linda e jovem mãe. Ariane conheceu um rapaz e com ele ficou durante todo esse tempo. Luciana se formou, ficou independente, quase casou mas está só. Ana Beatriz ficou noiva. A outra Luciana sumiu da face da Terra. Fernanda namorou, terminou, namorou, terminou e está só. Dalila noivou. Nara namorou, terminou, voltou, terminou, voltou, terminou... Débora encontrou alguém que lhe fez bem. A última Luciana, também. Daline tocou o barco e também encontrou seu alguém. E Camila... Parece que está melhorando... E vai mesmo!
E ele, disse que não faria mal a mais ninguém, ficou sozinho e bem. Até aparecer mais um nome na história...
[aos desinformados, a Quadrilha original e uma análise dela...]
Marcadores:
Conclusões,
Divagações,
Drummond,
Poesia,
Pós-modernismo,
Quadrilha,
Variedades
Eu não vim até aqui pra desistir agora...
Se eu esperasse mais uma semana cairia, simbolicamente, na mesma data de 1 ano atrás. Mas é melhor aproveitar a idéia antes que ela fuja, então...
[Cabe lembrar que o fato motivador de escrever o diário é a música Quarto de Hotel, que muito se assemelha ao que tenho pra contar...]
Rumo ao sul
[diário de viagem de um louco]...
parte 1
Relatar os motivos [ou 'o' motivo] da viagem seria um tanto pessoal, e por ora, desnecessário. Pode-se dizer que eu fiz o que muitos não fariam, me arrisquei, entrei de sola, fui com a cara e a coragem... Hoje restariam ainda muitas dúvidas de várias pessoas sobre o ocorrido, mas se arriscar, saindo bem ou não, é algo que só se faz se tiver coragem o suficiente. E não guardo hoje mágoa alguma, muito pelo contrário. As experiências foram tantas e tão boas, que acho justo descrevê-las...
Os preparativos requisitaram tempo e preparo, pra não dizer o óbvio, financiamento...
Mas nada parecia importar, afinal, a viagem e outras coisas seduziam mais que qualquer esforço pudesse aplacar.
Chegado o dia, noite mal-dormida, primeiro aeroporto, primeiro avião, ansiedade. Os elementos básicos da pirâmide de Maslow ficavam para depois, o que importava era chegar!
Pouco tempo, é verdade, no céu. Mas o suficiente para estontear. Decolagem, Guarulhos: luzes, mais luzes, agrupamentos de milhares delas, ficando menores, avião subindo, uma curva pra esquerda, tchau São Paulo.
Sem sono, pouco mais de uma hora, avião descendo, dia amanhecendo, o Guaíba pela janela parecia de fato, lindo, trem de pouso na pista, bem-vindos a Porto Alegre.
Alegre... Era algo que de fato, resumia tudo. Recolher as malas, pegar um táxi, sacar dinheiro, pagar o táxi, comprar passagem de ônibus, telefonar, esperar... Pronto... Mais um pouco e enfim poderia encostar e relaxar...
Embarcando, poltrona reclinável, maravilha. Mp3 player ligado... Ih, a pilha! Babaca, esqueceu de recarregar antes de sair... Agora deixa, no hotel eu cuido disso...
Fé em Deus e pé na estrada. Estradas novas para serem observadas, ótimo!.. Estava cansado mesmo da sigla SP....
Uma lagoa enorme, plantações de algo que não me recordo mais, estrada e silêncio e... Ah, o sol!
Enfim deste as caras, estava esperando por ti... Agora sim posso encostar e dormir um pouco...
[continua...]
[Cabe lembrar que o fato motivador de escrever o diário é a música Quarto de Hotel, que muito se assemelha ao que tenho pra contar...]
Rumo ao sul
[diário de viagem de um louco]...
parte 1
Relatar os motivos [ou 'o' motivo] da viagem seria um tanto pessoal, e por ora, desnecessário. Pode-se dizer que eu fiz o que muitos não fariam, me arrisquei, entrei de sola, fui com a cara e a coragem... Hoje restariam ainda muitas dúvidas de várias pessoas sobre o ocorrido, mas se arriscar, saindo bem ou não, é algo que só se faz se tiver coragem o suficiente. E não guardo hoje mágoa alguma, muito pelo contrário. As experiências foram tantas e tão boas, que acho justo descrevê-las...
Os preparativos requisitaram tempo e preparo, pra não dizer o óbvio, financiamento...
Mas nada parecia importar, afinal, a viagem e outras coisas seduziam mais que qualquer esforço pudesse aplacar.
Chegado o dia, noite mal-dormida, primeiro aeroporto, primeiro avião, ansiedade. Os elementos básicos da pirâmide de Maslow ficavam para depois, o que importava era chegar!
Pouco tempo, é verdade, no céu. Mas o suficiente para estontear. Decolagem, Guarulhos: luzes, mais luzes, agrupamentos de milhares delas, ficando menores, avião subindo, uma curva pra esquerda, tchau São Paulo.
Sem sono, pouco mais de uma hora, avião descendo, dia amanhecendo, o Guaíba pela janela parecia de fato, lindo, trem de pouso na pista, bem-vindos a Porto Alegre.
Alegre... Era algo que de fato, resumia tudo. Recolher as malas, pegar um táxi, sacar dinheiro, pagar o táxi, comprar passagem de ônibus, telefonar, esperar... Pronto... Mais um pouco e enfim poderia encostar e relaxar...
Embarcando, poltrona reclinável, maravilha. Mp3 player ligado... Ih, a pilha! Babaca, esqueceu de recarregar antes de sair... Agora deixa, no hotel eu cuido disso...
Fé em Deus e pé na estrada. Estradas novas para serem observadas, ótimo!.. Estava cansado mesmo da sigla SP....
Uma lagoa enorme, plantações de algo que não me recordo mais, estrada e silêncio e... Ah, o sol!
Enfim deste as caras, estava esperando por ti... Agora sim posso encostar e dormir um pouco...
[continua...]
Marcadores:
Conclusões,
Diário,
Divagações,
Outono,
Porto Alegre,
Rio Grande do Sul,
Variedades,
Viagens
sábado, 2 de junho de 2007
Textos antigos: "Outono"
Vou postar, gradativamente, alguns textos do meu último blog [e único que não apaguei...]
E alguns deixarei lá, pois é difícil não relacionar algo escrito a uma determinada época... Então postarei aqui apenas para demonstrar... Todos estarão lá no link que está aqui ao lado da página! ;]
Outono
Outono, folha caída no chão
Chuva caindo, flor secando
Outono, vento frio que já chega
Ano que demora a passar...
Outono, folha seca
Chão molhado, flor de inverno abrindo
Outono, hora sol hora dilúvio
Já é quase um terço de ano
Outono, inverno, primavera e verão
Quando vemos já foi mais um ano
É Páscoa, aniversário e Natal novamente
Hora de renovar o coração!
[postado originalmente em '¡Tchau Radar! em 24/03/2005]
E alguns deixarei lá, pois é difícil não relacionar algo escrito a uma determinada época... Então postarei aqui apenas para demonstrar... Todos estarão lá no link que está aqui ao lado da página! ;]
Outono
Outono, folha caída no chão
Chuva caindo, flor secando
Outono, vento frio que já chega
Ano que demora a passar...
Outono, folha seca
Chão molhado, flor de inverno abrindo
Outono, hora sol hora dilúvio
Já é quase um terço de ano
Outono, inverno, primavera e verão
Quando vemos já foi mais um ano
É Páscoa, aniversário e Natal novamente
Hora de renovar o coração!
[postado originalmente em '¡Tchau Radar! em 24/03/2005]
Marcadores:
Outono,
Poesia,
Prosa,
Sampa,
Variedades
sábado, 3 de março de 2007
Iutchúbi
Em Brasília, 18 horas... E em São Paulo, CALOR!
Mas fazer o que, prefiro sol do que frio. Rá!
-
Tá, só to postando por causa disto aqui:
Reparem bem na marca que eu fiz. 1663 videos assistidos em 357 dias [até agora] dá uma média de 4,7 videos [arredondando, evidentemente] vistos. Parece que eu não tenho muito o que fazer né?!
Mas até semana que vem pretendo arredondar essa média pra 5 videos diários!
Mas fazer o que, prefiro sol do que frio. Rá!
-
Tá, só to postando por causa disto aqui:
Reparem bem na marca que eu fiz. 1663 videos assistidos em 357 dias [até agora] dá uma média de 4,7 videos [arredondando, evidentemente] vistos. Parece que eu não tenho muito o que fazer né?!
Mas até semana que vem pretendo arredondar essa média pra 5 videos diários!
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Calma que eu to me familiarizando com o treco!
[e vem alguém e me pergunta: Mas você de novo com um blog?..]
Pois é... Já é o 3º ou 4º, perdi a conta mesmo!.. Mas enfim, esse, novamente, é um projeto novo meu.
[Eu pareço ex-big brother... vivo cheio de 'projetos'...]
Agora eu venho pra complementar meu fotolog de fotos artísticas, o http://www.fotolog.com/noir_noar, o qual só tem fotos tiradas por mim... Quem não conhece, lá eu tento fazer algo diferente, colocar [ui] links pra quem quiser ler mais sobre o assunto da foto etc etc... Pois bem, farei isso aqui também com algumas coisas que gosto. Filmes, músicas, cd's etc... Porque todo mundo tem blogue não é mesmo?!1one
Ahhh... Mas não esperem muita coisa sobre a minha vida, porque ela é entediante. Rá!
Eu farei aqui mais o papel de crítico [adoro criticar!] do que de 'jornalista', como eu fazia nos blogs anteriores... Que aliás acho que apaguei todos...
Então, pra não encher mais o saco de ninguém eu fico por aqui e outra hora começo
Pois é... Já é o 3º ou 4º, perdi a conta mesmo!.. Mas enfim, esse, novamente, é um projeto novo meu.
[Eu pareço ex-big brother... vivo cheio de 'projetos'...]
Agora eu venho pra complementar meu fotolog de fotos artísticas, o http://www.fotolog.com/noir_noar, o qual só tem fotos tiradas por mim... Quem não conhece, lá eu tento fazer algo diferente, colocar [ui] links pra quem quiser ler mais sobre o assunto da foto etc etc... Pois bem, farei isso aqui também com algumas coisas que gosto. Filmes, músicas, cd's etc... Porque todo mundo tem blogue não é mesmo?!1one
Ahhh... Mas não esperem muita coisa sobre a minha vida, porque ela é entediante. Rá!
Eu farei aqui mais o papel de crítico [adoro criticar!] do que de 'jornalista', como eu fazia nos blogs anteriores... Que aliás acho que apaguei todos...
Então, pra não encher mais o saco de ninguém eu fico por aqui e outra hora começo
Assinar:
Postagens (Atom)
