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[diário de viagem de um louco]...
Epílogo
E o que ficou? Esta seria a pergunta que ficava martelando na cabeça nos meses seguintes, pelo menos nos quatro ou cinco... Logo depois da volta tudo mudou, virou de pernas para o ar. Os dias que se seguiram passaram penosos, o aniversário chegou, a sensação de ficar mais velho só piorou as coisas... Encontrando-se em uma encruzilhada a solução é tomar o caminho mais lógico, e seguir...
E seguindo os dias foram passando, as semanas, os meses... Os estudos voltaram a ser importantes, ocupando o tempo e até mesmo divertindo. Mais tempo passando, mais amizades, mais distração... A cura se faz por si próprio.
Muitas das palavras que seguiram de ambos os lados seriam motivo de arrependimento depois, mas nessas situações o melhor é falar, gritar, brigar com o mundo para pedir desculpas depois. É assim que as coisas funcionam e as relações se fortalecem. Agora eu sei bem...
E mais meses se passando, chega o momento de expor as idéias, transmitir os pensamentos pra que, quem sabe, eles semeiem algo em alguém. E que idéia melhor que um diário de viagem?!
Então dedos no teclado, vasculhando a mente [as vezes com ajuda do I-doser] para lembrar de cada detalhe de cada dia... E tudo foi fluindo... E a aprovação que eu mais precisava, eu tive... Ótimo, tenho que fazer disto o melhor possível!
E passados todos os sentimentos que prejudicariam minhas conclusões, o que posso lembrar, e dizer, são as memórias de um jogo do México deitado numa cama com pessoas rindo ao meu lado, das mãos dadas o tempo todo, das dezenas de amigos e pessoas inesquecíveis que pude conhecer, quando cheguei a pensar um dia que nunca chegaria até lá, do frio diferente do daqui, das longas caminhadas e do conhecimento que tudo aquilo me trouxe, da independência de estar, pela primeira vez, andando com as próprias pernas, lembranças de um jogo do Brasil acompanhado de pizza e muita zoação, das diversas casas que conheci e me receberam como se eu fosse dali, do nascer do sol refletido no Guaíba no dia da chegada, bem como os pilares da ponte que denuncia a chegada a Porto Alegre se aproximando na chegada e ficando pequenas e distantes na partida...
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sábado, 30 de junho de 2007
Rumo ao sul
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
Rumo ao sul
Agora, os últimos dias...
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[diário de viagem de um louco]...
parte final
O domingo era dia de formatura de alguns conhecidos. Tarde cinzenta, talvez solidária aos meus sentimentos, agora que me acostumava e já teria que deixar tudo pra trás. Vestido mais formalmente, pé na rua até a casa dela para irmos juntos. Lá chegando, retoques finais em sua maquiagem e algumas fotos das quais me orgulho...
Para o teatro, aonde eu conhecia muito poucos dos que lá estavam. Mas era a hora de 'não agitar' tanto quanto nos últimos dias. Mais observei do que falei, tentei deixar todos o mínimo desconfortáveis possível, já que era um estranho no ninho. Acho que consegui.
Terminado aquele momento de alegria -que tenho de reconhecer, deve mesmo ser muito celebrado- andando então até o Q.G., ficando algumas horas por lá, na companhia de séries de tv e daquela certa melancolia de domingo a noite, agravada por ser a véspera da partida.
Horas passando. Agora eram escassas. Até chegar perto da meia noite e combinar o dia seguinte.
No hotel, recolher as coisas, arrumar a mala. Ligação pra casa. A gripe que me acompanhou a semana toda ainda é forte. Mas tudo agora são pormenores. A cabeça já pensa automaticamente no 'daqui pra frente'... Incerto, talvez. Esperança, muita!
E como um autêntico presente de despedida, o sol vem se despedir também. Brilha como em nenhum dos 8 dias anteriores. O dia é quente, isso ajuda.
Chegando lá para se despedir, uma surpresa. Um presente muito doce, literalmente. O gosto posso até esquecer, mas o gesto, as palavras e os votos... Jamais. Foi mais que uma peregrinação, foi auto-ajuda.
Até a cidade então para comprar a passagem de ônibus. No caminho, o presente da segunda-feira anterior veio como uma despedida. E como na segunda anterior, alguns momentos no banco da praça, pra dar uma vista geral daquilo.
Quase não consigo a passagem, que sorte. 19 horas parto, 23 horas o vôo... Dá tempo de voltar, comer algo rápido, passar no hotel, fazer check-out e pegar a carona até a Rodoviária. Tempo em cima.
E alguns breves momentos de despedida, agradecimentos por tudo. Um abraço, mais algumas curtas palavras, uma promessa que mesmo agora não perdeu o efeito e a janela do ônibus. A cabeça pensa "diga até mais, mesmo se for adeus..." mas o sentimento é o oposto. É a certeza de ter deixado algo por ali, ao passo que também levava comigo.
Estrada a noite, os pensamentos são leves, o sono chega. Logo é Porto Alegre e meu roadmovie está quase completo.
Aeroporto, check-in, telefonema pra cá, telefonema pra casa, pronto. Espera e embarque. Assento perto da turbina, dor de cabeça, aterrissagem, Guarulhos. Taxi, casa, 2 a.m, banho e cama. Fim.
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[diário de viagem de um louco]...
parte final
O domingo era dia de formatura de alguns conhecidos. Tarde cinzenta, talvez solidária aos meus sentimentos, agora que me acostumava e já teria que deixar tudo pra trás. Vestido mais formalmente, pé na rua até a casa dela para irmos juntos. Lá chegando, retoques finais em sua maquiagem e algumas fotos das quais me orgulho...
Para o teatro, aonde eu conhecia muito poucos dos que lá estavam. Mas era a hora de 'não agitar' tanto quanto nos últimos dias. Mais observei do que falei, tentei deixar todos o mínimo desconfortáveis possível, já que era um estranho no ninho. Acho que consegui.
Terminado aquele momento de alegria -que tenho de reconhecer, deve mesmo ser muito celebrado- andando então até o Q.G., ficando algumas horas por lá, na companhia de séries de tv e daquela certa melancolia de domingo a noite, agravada por ser a véspera da partida.
Horas passando. Agora eram escassas. Até chegar perto da meia noite e combinar o dia seguinte.
No hotel, recolher as coisas, arrumar a mala. Ligação pra casa. A gripe que me acompanhou a semana toda ainda é forte. Mas tudo agora são pormenores. A cabeça já pensa automaticamente no 'daqui pra frente'... Incerto, talvez. Esperança, muita!
E como um autêntico presente de despedida, o sol vem se despedir também. Brilha como em nenhum dos 8 dias anteriores. O dia é quente, isso ajuda.
Chegando lá para se despedir, uma surpresa. Um presente muito doce, literalmente. O gosto posso até esquecer, mas o gesto, as palavras e os votos... Jamais. Foi mais que uma peregrinação, foi auto-ajuda.
Até a cidade então para comprar a passagem de ônibus. No caminho, o presente da segunda-feira anterior veio como uma despedida. E como na segunda anterior, alguns momentos no banco da praça, pra dar uma vista geral daquilo.
Quase não consigo a passagem, que sorte. 19 horas parto, 23 horas o vôo... Dá tempo de voltar, comer algo rápido, passar no hotel, fazer check-out e pegar a carona até a Rodoviária. Tempo em cima.
E alguns breves momentos de despedida, agradecimentos por tudo. Um abraço, mais algumas curtas palavras, uma promessa que mesmo agora não perdeu o efeito e a janela do ônibus. A cabeça pensa "diga até mais, mesmo se for adeus..." mas o sentimento é o oposto. É a certeza de ter deixado algo por ali, ao passo que também levava comigo.
Estrada a noite, os pensamentos são leves, o sono chega. Logo é Porto Alegre e meu roadmovie está quase completo.
Aeroporto, check-in, telefonema pra cá, telefonema pra casa, pronto. Espera e embarque. Assento perto da turbina, dor de cabeça, aterrissagem, Guarulhos. Taxi, casa, 2 a.m, banho e cama. Fim.
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Rumo ao sul
Antes, um pequeno cochilo no hotel nas primeiras horas da manhã do dia 12/06...
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[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
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[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
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