[ou rabiscos...]
-
Como seria a forma certa de começar?
Poderia eu falar de seu olhar
Ou da sua destacada brancura
Ou então de sua doçura, que tão rápido a alguém faz conquistar
Seria um desfile de adjetivos
Que até, talvez, se tornariam repetitivos
Pois não seria a primeira musa
Também não seria você homenageada pela primeira vez
Escrevo, então, por este bloco de recados apertado
Letras tortas de uma caligrafia destreinada
Iluminada por uma luz apenas, e distante da vista
Sentado à cama, pois é sempre a esta hora
[para não falar das outras]
Que me tomas os pensamentos
Me roubas o sono
E me deixa os sonhos
Só me resta falar, então
Sobre os sonhos que me aparecem -no sono ou não-
Farei portanto um apanhado deles
Da pele branca levemente fria -mas viva-
Juntamente com seus olhos e coração, que aquecem
Se tornando tensas a um toque meu, muito ansiado
E ganhas rubor e calor, o demonstrando com seu sorriso
E sinto comigo que o sonho, de tão bom
Está para acabar
Adormeço, ou então o sol vem me acordar
Até a noite seguinte -e volta e meia durante o dia-
Tornas a voltar...
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domingo, 30 de março de 2008
domingo, 26 de agosto de 2007
Poeira e sangue seco
É como tentar evitar o inevitável
Acreditar que irá aproveitar o tempo
Que o relógio irá andar pra trás
Que a poeira não irá se acumular
É como acreditar que o sangue não irá derramar
Que a dor não irá doer, ou que vontade irá agüentar
Como acreditar que o sangue não irá secar
E que remover não irá machucar
É pensar que o tempo não irá passar
A poeira irá cessar
E a vida não irá mudar.
Ao fim, seremos só e apenas só
Poeira e sangue seco
E um punhado de memórias jogadas ao vento
T. 26/08/2007
Acreditar que irá aproveitar o tempo
Que o relógio irá andar pra trás
Que a poeira não irá se acumular
É como acreditar que o sangue não irá derramar
Que a dor não irá doer, ou que vontade irá agüentar
Como acreditar que o sangue não irá secar
E que remover não irá machucar
É pensar que o tempo não irá passar
A poeira irá cessar
E a vida não irá mudar.
Ao fim, seremos só e apenas só
Poeira e sangue seco
E um punhado de memórias jogadas ao vento
T. 26/08/2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
Era folha de papel...
Era inverno, era o presente
Era o futuro, era vislumbre
Eram os anos, eram os planos
Era o momento, era o acontecimento
Era o começo, era o fim
Era papel rasgado, era o papel picado
Era juntar os cacos, era colar as partes
Era apagar os traços, era reescrever os fatos
Era pegar uma folha nova
Era fazer do papel uma vida nova
Eram memórias, pra sempre serão.
Era o futuro, era vislumbre
Eram os anos, eram os planos
Era o momento, era o acontecimento
Era o começo, era o fim
Era papel rasgado, era o papel picado
Era juntar os cacos, era colar as partes
Era apagar os traços, era reescrever os fatos
Era pegar uma folha nova
Era fazer do papel uma vida nova
Eram memórias, pra sempre serão.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Um post 'Ludovico' !
Sabemos que tendo boas influências musicais e literárias fica bem mais fácil escrever algo. E não a toa, desde cedo eu fui rodeado de boa música e literatura. Família rica em todos os sentidos. Da música clássica ao Vinicius de Moraes, do Drummond a Bossa Nova. Só não tive aulas de 'Mutantes' porque eles eram demasiado loucos para os gostos da minha famiglia. E nisso havemos de convir, eles eram mesmo! Mas estou chegando neles através de seus 'influenciados', digamos assim.
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
site da banda: http://www.ludov.com.br/
letras: http://ludov.letras.terra.com.br/
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
site da banda: http://www.ludov.com.br/
letras: http://ludov.letras.terra.com.br/
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
Textos antigos: "Por que será?"
Por que será?
Me diz por que será?
Que você chegou sem avisar
Que iria conquistar meu coração
Agora está tarde, já não tem mais jeito
Você tocou direto no meu defeito
Eu não quis estar lá de novo
Por diversas vezes me atrasei
Não sei se tenho certeza
Mas agora, eu sei,
Você chegou sem avisar
Bateu a porta ao entrar
E ao ver quem havia chegado
Me vi, num instante,
Ao seu lado
Me diz por que será?
Que você tocou em mim
Ao me ver chorar?
Por que será?
Que você me prendeu e eu
Não consigo escapar?
Se eu tivesse a força que um dia tive
Iria me mandar pra não ter que sofrer
Se eu fosse um cara diferente
Talvez não tivesse que te dizer
Que eu não quero sofrer
Mais uma vez
Mas talvez,
Agora seja diferente
Quem sabe se a gente
Tentar dá certo?
Então, por que será?
Que você veio de mansinho
E conseguiu me dominar?
Me diz por que será?
Que você me prendeu e eu
Não consigo escapar?
Por que será?
Que você sabe a resposta
Que eu penso em te dar?
Por que será?
T. 22/03/2002
Me diz por que será?
Que você chegou sem avisar
Que iria conquistar meu coração
Agora está tarde, já não tem mais jeito
Você tocou direto no meu defeito
Eu não quis estar lá de novo
Por diversas vezes me atrasei
Não sei se tenho certeza
Mas agora, eu sei,
Você chegou sem avisar
Bateu a porta ao entrar
E ao ver quem havia chegado
Me vi, num instante,
Ao seu lado
Me diz por que será?
Que você tocou em mim
Ao me ver chorar?
Por que será?
Que você me prendeu e eu
Não consigo escapar?
Se eu tivesse a força que um dia tive
Iria me mandar pra não ter que sofrer
Se eu fosse um cara diferente
Talvez não tivesse que te dizer
Que eu não quero sofrer
Mais uma vez
Mas talvez,
Agora seja diferente
Quem sabe se a gente
Tentar dá certo?
Então, por que será?
Que você veio de mansinho
E conseguiu me dominar?
Me diz por que será?
Que você me prendeu e eu
Não consigo escapar?
Por que será?
Que você sabe a resposta
Que eu penso em te dar?
Por que será?
T. 22/03/2002
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Magnífica
Um dia de sol, um dia tranqüilo
Você acorda com o verso na cabeça, 'ou isto ou aquilo'
Você é verso ao olhar o céu
E prosa ao dar bom dia ao mundo
É poesia em construção ao longo do dia
E vida em ebulição no calor da noite fria
É um nome em destaque na multidão de letras
Um rosto iluminado em meio a corpos em movimento
É um arco-íris de sentimento destoando do cinza habitual
É aquele poema do Vinícius que todos adoram
Duas quadras, dois tercetos
Decassílabos
É a crônica de Mário de Andrade
Que quebra as linhas, as formas, as métricas
Abusa suavemente e sem fazer alarde
Dos teus monossílabos e da tua natureza
E delineia sua beleza, tal qual duas árvores são belas
Sem serem, de longe, idênticas
É a conjunção de rimas perfeitas
Como fosse seu existir uma gramática aberta
Em qualquer página aleatória e incerta
Certamente esperando uma tradução
Uma resolução, uma revolução
Um reflexo de seu sorriso, que, preciso
Arrebata, aplaca, encanta, enquanto
Você o pratica
Magnífica...
-
T. 28/05/2007
Você acorda com o verso na cabeça, 'ou isto ou aquilo'
Você é verso ao olhar o céu
E prosa ao dar bom dia ao mundo
É poesia em construção ao longo do dia
E vida em ebulição no calor da noite fria
É um nome em destaque na multidão de letras
Um rosto iluminado em meio a corpos em movimento
É um arco-íris de sentimento destoando do cinza habitual
É aquele poema do Vinícius que todos adoram
Duas quadras, dois tercetos
Decassílabos
É a crônica de Mário de Andrade
Que quebra as linhas, as formas, as métricas
Abusa suavemente e sem fazer alarde
Dos teus monossílabos e da tua natureza
E delineia sua beleza, tal qual duas árvores são belas
Sem serem, de longe, idênticas
É a conjunção de rimas perfeitas
Como fosse seu existir uma gramática aberta
Em qualquer página aleatória e incerta
Certamente esperando uma tradução
Uma resolução, uma revolução
Um reflexo de seu sorriso, que, preciso
Arrebata, aplaca, encanta, enquanto
Você o pratica
Magnífica...
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T. 28/05/2007
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