A janela aberta
Noite adentro
A rua acordada
Me chama, me atrai
Me condena
O retrato virado pra baixo
É o imã que me puxa
E me repele
A calçada que devora
A borracha do meu tênis
A mesma de ladrilhos
Que eu me fixo a olhar
Sem razão
Um café, dois cafés
Troco por um trago
E mais um trago, por favor
A fumaça que não é minha
Preenche o ar
Penso se não é melancolia
Ou ser patético
Aqui estar
Bobagem
Somos todos apreciadores das horas
Em que não se é preciso falar
Para querer dizer algo
E fadados às olheiras
À vontade de não dormir
E fazer desse escuro
E das luzes artificiais
Um refúgio
Imunes à banalidade do dia
Das conversas no celular
E das discussões de sentimentos
Por isso, por favor
Mais um trago
Enquanto a janela ainda está aberta
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quinta-feira, 5 de março de 2009
O trago/A janela
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sábado, 16 de fevereiro de 2008
Sobre estufa, carnaval e hipocrisia
[Já faz tempo que não critico algo...]
-
Tenho no computador, bem separado como não pode deixar de ser para alguém metódico, matérias jornalísticas 'diversas'. Entre aspas porque a maioria delas é sobre um único tema: aquecimento global. Não sei porque ao certo, mesmo porque acho que não precisa de explicação.
Desde o nível de gelo na Groenlândia [que atualmente quase ninguém sabe onde fica] ao impacto da navegação nos oceanos, enfim, um material sempre crescente.
Talvez para alguém pouco observador os detalhes não sejam notados, mas está cada vez mais fácil: as tempestades de verão cada vez mais terríveis, as enchentes mais desastrosas, o granizo maior e mais pesado [e isso falando só de São Paulo, pois as conseqüências climáticas estão por todo lugar]. Nada disso acontecia até alguns anos atrás, ou até acontecia, mas não com tal fúria. É só ver a incidência de ciclones no sul do Brasil e a ressaca cada vez maior no sul e sudeste. E também o fato de várias baleias encalharem nas praias Brasileiras.
Tudo isso vem do aquecimento. Mas continuamos ignorando...
Quando uma tempestade cai, destrói barracos, inunda casas e causa inúmeras perdas, qual é nossa primeira reação? "Ahh, São Pedro exagerou!"
Estamos perdendo tempo demais com o plimplim e esquecendo do que realmente importa... Daqui cinqüenta anos não teremos mais um planeta 'harmônico' como é hoje. E infelizmente já temos que usar aspas.
Hoje no mundo globalizado das 'Nações Unidas' toda negociação é realizada a duras penas e com muita discussão, o que leva anos. É só ver o Protocolo de Kyoto e a Rodada de Doha. Quantos anos discutindo tratados que nascem com prazo de validade e quando entram em vigor já estão pela metade!
Se barganha tanto pela redução da redução de índices que tudo vira uma grande palhaçada. São os responsáveis pelas relações exteriores dos países que mais causam e mais sofrem com as conseqüências que estão reclamando uma revisão de meta aqui e ali, pois isso 'prejudica o crescimento do país'. São algumas dezenas de diplomatas enfadonhos com o fato de terem que estar ali que estão protelando mais e mais as curas para o planeta. Devem achar que há bastante tempo para salvá-lo [talvez eles sejam apenas 'grandes otimistas']!
Ou hipócritas, o que parece mais cabível. Como se fosse possível escolher 'salvar um pouco e consumir um pouco', em detrimento de encarar a realidade, diminuir emissões, quebrar barreiras protecionistas e perdoar dívidas de países miseráveis. E ainda são capazes de dizer que tudo isso é demagogia, impossível de se realizar.
Dei-me conta de que não só as cidades, os estados, o país está na mão de pessoas pouco preocupadas em mantê-lo, achando que será sempre renovável. Mas não, o mundo todo está, na realidade. Começo a descrer perigosamente na ONU, que foi idealizada pelos EUA, é verdade, mas sempre procurou ser correta. Estão todos emperrados sem saber como avançar um passo sem retroceder dois. E lá estão algumas das mentes mais inteligentes de cada país, o que torna mais incrível o atraso mundial em relação aos próprios recursos.
Apenas para quem está muito fora de órbita, preocupado com o Big Brother [não o de George Orwell] não liga para isso. E pior, esses são a maioria.
Aliás, sem saber dos números é certo falar que quase todo mundo que você perguntar nem faça idéia de quem é Orwell. E a tendência é só piorar, se quiser encarar a realidade.
Mas voltando para a hipocrisia. Sim, hoje é ela que governa a ONU, o Brasil, os estados e por aí vai. Aliás ela não é exclusiva dos três poderes. Em todos os setores da Economia e camadas da Sociedade ela está lá, enrustida nas palavras e ações de cada um, mas vem à tona facilmente numa simples conversa.
E claro, o Brasil também é o país do Carnaval. Mas está sendo dominado pela hipocrisia também. Cada vez mais difícil de notar as belezas de alegorias e adereços que só o Brasil é capaz de produzir, porque por trás disso há um negócio milionário. Sim, negócio e milionário, tendo em vista as cifras de patrocínio de escolas e valores de transmissão e intervalos comerciais. Alguma empresa investir em determinada escola nem é condenável, dependendo do caso, agora o perigo está se espalhando...
Uns anos atrás uma escola do Rio teve o patrocínio de ninguém menos que a estatal brasileira do petróleo, para mostrar na avenida um enredo sobre nada menos que... Energia!
O resultado desastroso na apuração talvez tenha sido um alento para nós que reparamos nessas faltas de senso.
Mas esse ano a coisa foi elevada a outro nível. A prefeitura [?!] de Recife doou alguns milhões para essa mesma escola falar sobre... Recife e o frevo!
Enquanto as próprias escolas de samba de Recife receberam algo próximo de 20 mil reais cada, menos ou mais.
Mas claro, o carnaval do Rio é visto pelo mundo todo, é justificável...
E outra escola, aliás, a atual campeã, e que tem faturado tudo nos últimos anos com ajudas no mínimo questionáveis de patrocínio venceu esse ano falando sobre outra cidade... A longínqua Macapá, que para quem é do eixo centro-sul é um grande mistério, assim como os outros estados do norte e até mesmo alguns do nordeste [já que para a imprensa daqui costuma considerar que o Brasil é aqui e apenas aqui].
E falaram de Macapá porque querem mostrá-la para o Brasil e/ou o mundo?
Alguns, até quero crer, talvez sim. Mas não quem idealiza o show. A hipocrisia está aí de novo, mostrar preocupação com pessoas que vivem dentro do nosso próprio país e que por falta de espaço não podem mostrar as belezas e costumes de sua terra. Na teoria é tudo muito singelo, mas francamente, vindo de onde vem não há como concluir outra coisa.
E esses mil e um pensamentos lhe passam pela cabeça quando você tenta se concentrar no que as escolas estão mostrando de bom na avenida, porque de fato ainda há muitas coisas boas, graças a Deus e aos carnavalescos humildes e sem mania de querer conquistar o mundo!
E uma pessoa que não consegue simplesmente organizar os pensamentos e tem comichões para colocar tudo no papel tem que se perguntar... "Eu sou crítico demais ou isso é muito descarado?". Não há como fechar os pensamentos afirmando que o Brasil é o país da hipocrisia institucionalizada.
Mas 'felizmente' [utilizada nessa frase com o sentido mais bizarro que já vi] não é privilégio nosso. A ONU está aí para não nos deixar esquecer.
Quem sabe se minha carreira de cineasta vingar eu ainda farei um filme sobre um planeta com recursos abundantes, avançado em tecnologia e em material humano e que sabe cuidar muito bem do que sua natureza lhe oferece resolve fazer expedições para tentar descobrir outros planetas com vida semelhante, 'inteligente', e aportem na Terra...
Bem, se é que o Kubrick ainda não fez isso. Mas é assunto pra outras estórias...
-
Tenho no computador, bem separado como não pode deixar de ser para alguém metódico, matérias jornalísticas 'diversas'. Entre aspas porque a maioria delas é sobre um único tema: aquecimento global. Não sei porque ao certo, mesmo porque acho que não precisa de explicação.
Desde o nível de gelo na Groenlândia [que atualmente quase ninguém sabe onde fica] ao impacto da navegação nos oceanos, enfim, um material sempre crescente.
Talvez para alguém pouco observador os detalhes não sejam notados, mas está cada vez mais fácil: as tempestades de verão cada vez mais terríveis, as enchentes mais desastrosas, o granizo maior e mais pesado [e isso falando só de São Paulo, pois as conseqüências climáticas estão por todo lugar]. Nada disso acontecia até alguns anos atrás, ou até acontecia, mas não com tal fúria. É só ver a incidência de ciclones no sul do Brasil e a ressaca cada vez maior no sul e sudeste. E também o fato de várias baleias encalharem nas praias Brasileiras.
Tudo isso vem do aquecimento. Mas continuamos ignorando...
Quando uma tempestade cai, destrói barracos, inunda casas e causa inúmeras perdas, qual é nossa primeira reação? "Ahh, São Pedro exagerou!"
Estamos perdendo tempo demais com o plimplim e esquecendo do que realmente importa... Daqui cinqüenta anos não teremos mais um planeta 'harmônico' como é hoje. E infelizmente já temos que usar aspas.
Hoje no mundo globalizado das 'Nações Unidas' toda negociação é realizada a duras penas e com muita discussão, o que leva anos. É só ver o Protocolo de Kyoto e a Rodada de Doha. Quantos anos discutindo tratados que nascem com prazo de validade e quando entram em vigor já estão pela metade!
Se barganha tanto pela redução da redução de índices que tudo vira uma grande palhaçada. São os responsáveis pelas relações exteriores dos países que mais causam e mais sofrem com as conseqüências que estão reclamando uma revisão de meta aqui e ali, pois isso 'prejudica o crescimento do país'. São algumas dezenas de diplomatas enfadonhos com o fato de terem que estar ali que estão protelando mais e mais as curas para o planeta. Devem achar que há bastante tempo para salvá-lo [talvez eles sejam apenas 'grandes otimistas']!
Ou hipócritas, o que parece mais cabível. Como se fosse possível escolher 'salvar um pouco e consumir um pouco', em detrimento de encarar a realidade, diminuir emissões, quebrar barreiras protecionistas e perdoar dívidas de países miseráveis. E ainda são capazes de dizer que tudo isso é demagogia, impossível de se realizar.
Dei-me conta de que não só as cidades, os estados, o país está na mão de pessoas pouco preocupadas em mantê-lo, achando que será sempre renovável. Mas não, o mundo todo está, na realidade. Começo a descrer perigosamente na ONU, que foi idealizada pelos EUA, é verdade, mas sempre procurou ser correta. Estão todos emperrados sem saber como avançar um passo sem retroceder dois. E lá estão algumas das mentes mais inteligentes de cada país, o que torna mais incrível o atraso mundial em relação aos próprios recursos.
Apenas para quem está muito fora de órbita, preocupado com o Big Brother [não o de George Orwell] não liga para isso. E pior, esses são a maioria.
Aliás, sem saber dos números é certo falar que quase todo mundo que você perguntar nem faça idéia de quem é Orwell. E a tendência é só piorar, se quiser encarar a realidade.
Mas voltando para a hipocrisia. Sim, hoje é ela que governa a ONU, o Brasil, os estados e por aí vai. Aliás ela não é exclusiva dos três poderes. Em todos os setores da Economia e camadas da Sociedade ela está lá, enrustida nas palavras e ações de cada um, mas vem à tona facilmente numa simples conversa.
E claro, o Brasil também é o país do Carnaval. Mas está sendo dominado pela hipocrisia também. Cada vez mais difícil de notar as belezas de alegorias e adereços que só o Brasil é capaz de produzir, porque por trás disso há um negócio milionário. Sim, negócio e milionário, tendo em vista as cifras de patrocínio de escolas e valores de transmissão e intervalos comerciais. Alguma empresa investir em determinada escola nem é condenável, dependendo do caso, agora o perigo está se espalhando...
Uns anos atrás uma escola do Rio teve o patrocínio de ninguém menos que a estatal brasileira do petróleo, para mostrar na avenida um enredo sobre nada menos que... Energia!
O resultado desastroso na apuração talvez tenha sido um alento para nós que reparamos nessas faltas de senso.
Mas esse ano a coisa foi elevada a outro nível. A prefeitura [?!] de Recife doou alguns milhões para essa mesma escola falar sobre... Recife e o frevo!
Enquanto as próprias escolas de samba de Recife receberam algo próximo de 20 mil reais cada, menos ou mais.
Mas claro, o carnaval do Rio é visto pelo mundo todo, é justificável...
E outra escola, aliás, a atual campeã, e que tem faturado tudo nos últimos anos com ajudas no mínimo questionáveis de patrocínio venceu esse ano falando sobre outra cidade... A longínqua Macapá, que para quem é do eixo centro-sul é um grande mistério, assim como os outros estados do norte e até mesmo alguns do nordeste [já que para a imprensa daqui costuma considerar que o Brasil é aqui e apenas aqui].
E falaram de Macapá porque querem mostrá-la para o Brasil e/ou o mundo?
Alguns, até quero crer, talvez sim. Mas não quem idealiza o show. A hipocrisia está aí de novo, mostrar preocupação com pessoas que vivem dentro do nosso próprio país e que por falta de espaço não podem mostrar as belezas e costumes de sua terra. Na teoria é tudo muito singelo, mas francamente, vindo de onde vem não há como concluir outra coisa.
E esses mil e um pensamentos lhe passam pela cabeça quando você tenta se concentrar no que as escolas estão mostrando de bom na avenida, porque de fato ainda há muitas coisas boas, graças a Deus e aos carnavalescos humildes e sem mania de querer conquistar o mundo!
E uma pessoa que não consegue simplesmente organizar os pensamentos e tem comichões para colocar tudo no papel tem que se perguntar... "Eu sou crítico demais ou isso é muito descarado?". Não há como fechar os pensamentos afirmando que o Brasil é o país da hipocrisia institucionalizada.
Mas 'felizmente' [utilizada nessa frase com o sentido mais bizarro que já vi] não é privilégio nosso. A ONU está aí para não nos deixar esquecer.
Quem sabe se minha carreira de cineasta vingar eu ainda farei um filme sobre um planeta com recursos abundantes, avançado em tecnologia e em material humano e que sabe cuidar muito bem do que sua natureza lhe oferece resolve fazer expedições para tentar descobrir outros planetas com vida semelhante, 'inteligente', e aportem na Terra...
Bem, se é que o Kubrick ainda não fez isso. Mas é assunto pra outras estórias...
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Um post 'Ludovico' !
Sabemos que tendo boas influências musicais e literárias fica bem mais fácil escrever algo. E não a toa, desde cedo eu fui rodeado de boa música e literatura. Família rica em todos os sentidos. Da música clássica ao Vinicius de Moraes, do Drummond a Bossa Nova. Só não tive aulas de 'Mutantes' porque eles eram demasiado loucos para os gostos da minha famiglia. E nisso havemos de convir, eles eram mesmo! Mas estou chegando neles através de seus 'influenciados', digamos assim.
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
site da banda: http://www.ludov.com.br/
letras: http://ludov.letras.terra.com.br/
Que Engenheiros do Hawaii, através de Humberto Gessinger, são minha influência-mor, isso todos sabem... MAS, desde que conheci esta banda, mais ou menos em 2004, minha vida mudou. Essa banda se chama LUDOV.
Não seria útil eu descrever a história da banda, afinal a mudernidade ta aí pra quem quiser... Agora, que banda do caralho!
Foram ganhando admiradores no underground paulistano. Quando lançaram o 2º cd foi algo arrebatador. É daquelas bandas que se você perguntar pra várias pessoas muitas não conhecerão. Mas se você perguntar pra quem conhece, com certeza essa pessoa te dirá que a banda é sensacional.
E por que arrebatam tanto? É simples. Letras muito bem construídas, poesia, prosa ou verso, com melodias agradáveis pra qualquer momento, e logo se tornam viciantes. A vocalista Vanessa Krongold tem um talento vocal e de simpatia comparáveis a sua beleza... E os letristas Mauro Motoki e Habacuque Lima fazem cada vez músicas melhores, as vezes junto da vocalista. O resultado é algo que te deixa flutuando, perdido nos pensamentos que as letras trazem. Letras muito bem escritas, mas ao mesmo tempo simples.
Ludov é daquelas bandas de você querer parar o mundo pra ouvir. E se você não puder parar o mundo, vai conseguir, no mínimo, abrir um sorriso aberto no rosto enquanto ouve. Se o mundo estiver frenético você terá a sensação de flutuar, sentirá vontade de cantar a plenos pulmões esteja onde estiver. E se estiver no sossego, terá vontade de deitar olhando pro teto e imaginando mil situações, acontecidas ou não.
Pode ser só a minha opinião, mas Ludov dá barato melhor que I-doser!
E melhor eu parar de falar e deixar a cargo de vocês ouvirem ou não...
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Rumo ao sul
Na última parte, a hora do jogo...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 5
Muita tensão e pouco futebol. Pelo menos a companhia era agradável. Se não valeu pelo jogo, valeu pela bagunça... E depois, mais alguns momentos tranqüilos, mp3 player compartilhado a dois até quase cochilar no sofá...
Depois, então, mais caminhadas até a casa de outros amigos. Parando pra ver tv, falar besteiras e comer mais um pouco... Haverá uma festa essa semana, então há várias reuniões pra definir as músicas e como será feita a propaganda.
Então sentam-se todos numa cama, outros na poltrona... A distração é Guitar Hero, viciante! Aquelas músicas já grudaram na cabeça, ajudando a formar a trilha sonora da viagem...
A despedida hoje é um pouco mais tarde. Amanhã é véspera de feriado, dia que todos ficam na rua... Até a manhã seguinte. Então uma caminhada tranqüila de volta ao hotel, e os planos pra longa noite de amanhã...
Dia seguinte, o sol da tarde ajuda no frio, mas as conseqüências daquele chuveiro frio e da umidade desse lugar já fizeram efeito... Gripe. Nem a rinite, nem a sinusite. É gripe mesmo, das fortes... Lenço no bolso e vamos pra rua então!
Mais uma reunião e fica decidido como serão os cartazes e flyers da festa. Divulgação só amanhã, porque hoje é dia de todos irem aos botecos beber e falar besteira. Já não era sem tempo!
A noite então, se encontram na casa de alguém e vão todos juntos. O lugar é famoso, há tanta gente que a maioria prefere ficar do lado de fora mesmo, em pé, encostados nos muros ou sentados nas altas calçadas. Conversando, me divertindo, e por que não, tomando uns tragos também!
Conhecendo mais gente, vendo quem eu não via desde a chegada, o frio já nem importa tanto assim! Vou lá dentro pegar mais cerveja pra todos então... Mas a cerveja acabou?.. 'Vamos comprar no bar ali do lado então', dizem os que estão habituados com o lugar... Eu concordo, compramos mais bebidas e continuamos as conversas. Mas, na falta do líquido dourado, o boteco fecha cedo... Que fazer?.. 'Bom, vamos dar umas bandas até a avenida', sugere alguém ali... Então vamos todos, um grupo de jovens 'pensando bobagens, bebendo besteiras', mas nem tão bobagens assim! Ali, talvez a experiência mais rica de intercâmbio com o pessoal de lá: enquanto seguem todos andando, bebendo [e alguns fumando] pra espantar o frio, discussões sobre a sociedade em geral, músicas, comportamento... E em especial o nosso ídolo em comum, Humberto Gessinger, que profetiza suas palavras na forma de músicas, e nós o seguimos, olhando o mundo de forma diferente do resto... Aquela noite pode ter acabado, mas aquele momento foi eterno. A leveza de se sentir em casa em ruas tão geladas, mas cheias de calor e companhias agradáveis. Tudo isso dava um gosto de 'quero mais' no meio da viagem, e ao mesmo tempo uma impressão do que seria deixar tudo isso pra trás...
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 5
Muita tensão e pouco futebol. Pelo menos a companhia era agradável. Se não valeu pelo jogo, valeu pela bagunça... E depois, mais alguns momentos tranqüilos, mp3 player compartilhado a dois até quase cochilar no sofá...
Depois, então, mais caminhadas até a casa de outros amigos. Parando pra ver tv, falar besteiras e comer mais um pouco... Haverá uma festa essa semana, então há várias reuniões pra definir as músicas e como será feita a propaganda.
Então sentam-se todos numa cama, outros na poltrona... A distração é Guitar Hero, viciante! Aquelas músicas já grudaram na cabeça, ajudando a formar a trilha sonora da viagem...
A despedida hoje é um pouco mais tarde. Amanhã é véspera de feriado, dia que todos ficam na rua... Até a manhã seguinte. Então uma caminhada tranqüila de volta ao hotel, e os planos pra longa noite de amanhã...
Dia seguinte, o sol da tarde ajuda no frio, mas as conseqüências daquele chuveiro frio e da umidade desse lugar já fizeram efeito... Gripe. Nem a rinite, nem a sinusite. É gripe mesmo, das fortes... Lenço no bolso e vamos pra rua então!
Mais uma reunião e fica decidido como serão os cartazes e flyers da festa. Divulgação só amanhã, porque hoje é dia de todos irem aos botecos beber e falar besteira. Já não era sem tempo!
A noite então, se encontram na casa de alguém e vão todos juntos. O lugar é famoso, há tanta gente que a maioria prefere ficar do lado de fora mesmo, em pé, encostados nos muros ou sentados nas altas calçadas. Conversando, me divertindo, e por que não, tomando uns tragos também!
Conhecendo mais gente, vendo quem eu não via desde a chegada, o frio já nem importa tanto assim! Vou lá dentro pegar mais cerveja pra todos então... Mas a cerveja acabou?.. 'Vamos comprar no bar ali do lado então', dizem os que estão habituados com o lugar... Eu concordo, compramos mais bebidas e continuamos as conversas. Mas, na falta do líquido dourado, o boteco fecha cedo... Que fazer?.. 'Bom, vamos dar umas bandas até a avenida', sugere alguém ali... Então vamos todos, um grupo de jovens 'pensando bobagens, bebendo besteiras', mas nem tão bobagens assim! Ali, talvez a experiência mais rica de intercâmbio com o pessoal de lá: enquanto seguem todos andando, bebendo [e alguns fumando] pra espantar o frio, discussões sobre a sociedade em geral, músicas, comportamento... E em especial o nosso ídolo em comum, Humberto Gessinger, que profetiza suas palavras na forma de músicas, e nós o seguimos, olhando o mundo de forma diferente do resto... Aquela noite pode ter acabado, mas aquele momento foi eterno. A leveza de se sentir em casa em ruas tão geladas, mas cheias de calor e companhias agradáveis. Tudo isso dava um gosto de 'quero mais' no meio da viagem, e ao mesmo tempo uma impressão do que seria deixar tudo isso pra trás...
[continua...]
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Rumo ao sul
Antes, um pequeno cochilo no hotel nas primeiras horas da manhã do dia 12/06...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 4
Acordo com o telefone tocando. Alguém esperando na recepção. Presentes na mochila, desço, encontro... E saímos rumo à praça, ali pertinho. Lá chegando, sentamos num banco, olhamos ao redor... E logo chegam mais pessoas a conhecer. E o número aumenta... E logo várias pessoas estão ali reunidas, conversando, rindo e me apresentando as características daquele sotaque e as gírias que eu viria a gostar muito.
A tarde vai passando, a noite se aproximando, e com ela, mais frio. Já estou me acostumando, casacos servem pra isso!
A essa hora um café cai bem... Então até a cafeteria mais próxima... E lá, oras, mais amigos!
Não sei se pela viagem, pela companhia, pelo frio ou por tudo aquilo, mas o café era realmente delicioso ali, olhando a vida noturna passar... Acabando, uma caminhada até a casa dela. Conhecer os pais... Que frio na barriga...
Casa bonita, aconchegante, até quente... Vou tirar o casaco. Convidado pra jantar, já me sinto mais à vontade. Depois, sentados no sofá, conversas, noticiário na tv... Estou me sentindo em casa, mesmo tão longe de casa... Gostei daqui...
Ali mesmo, então, os presentes... Agradecimentos... E o convite pra almoçar no dia seguinte. Tudo perfeito... Assim posso dormir tranqüilo, ainda que pra mim seja difícil dormir...
E então, caminhada até o hotel, já estou dominando essas ruas... Muito bom conhecer os hábitos de todos, observando como um anônimo, ainda que turista... Já sei andar por essas ruas, me perder não me perco mais!
Então, mais uma noite assim... Leio algo, que perde rapidamente o interesse. Verifico as pilhas, tudo certo... Então, hora do banho. Ah, o chuveiro, esqueci!.. Vai ter que ser no frio, de novo!
Tremendo, busco novamente as roupas e os cobertores, até adormecer...
De madrugada o barulho da chuva é companheiro. De manhã, acordar cedo de novo, café da manhã, chave na recepção... Ah sim, o chuveiro está um pouco frio, podem ver pra mim?.. Obrigado!
Passear um pouco, conhecer mais, já que ainda é cedo!
Arriscar mais então, procurar ruas que não conheci... O Mercado dali, procurar uma lan-house e uma padaria para os almoços dos dias seguintes... Achei quase tudo, menos a lan... Bom, eu pergunto depois. Melhor voltar pro hotel, frio úmido vai me atacar a sinusite já já...
Sala de espera então... Hoje o Brasil estréia... Vou sair com a camisa da seleção pra ver se me olham estranho hahah :P
Subo pro quarto, o telefonema... Espera, cochilo... Acordo com o telefone. Hora de ir pra lá.
De camisa do Brasil, o sol colaborando hoje... Vou até tirar a jaqueta. No caminho, pessoas se organizando assim como eu... Parece que não são tão separatistas como se ouve falar. No caminho, algum desconhecido me cumprimenta e comenta positivamente sobre a camisa... O pessoal daqui é simpático...
Quase chegando lá, lembrei. Preciso levar flores! Que sorte a minha, tem uma floricultura na minha frente...
Então uma dúzia de rosas. Tradicionais e belas. Chegando, almoço, conversa com todos por ali, o sol dando um calor gostoso... E eu cara a cara com os famosos doces portugueses. Minha nossa, são maravilhosos... Ainda bem que não sou mais uma formiga, mas minha mãe ia adorar isso!
Chegada a hora de ir na casa de amigos ver o jogo. Um 'até breve' e uma pequena caminhada ao lado da minha guia naquela semana... Lá chegando, pipoca, refrigerante e aquelas tranqueiras que não podem faltar nessas reuniões... Vamos ao jogo, então!
[continua...]
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domingo, 10 de junho de 2007
Rumo ao sul
No relato anterior, o primeiro dia e o começo da noite...
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 3
Aquela primeira noite realmente fora agradável. Ainda todos se conhecendo, ainda pouco tempo juntos. Tínhamos que nos separar um tanto cedo. Chegando ao hotel cerca de 22 horas, pude enfim abrir a mala, organizar o quarto que seria meu por aquela semana toda. Após tudo isso, uma tentativa de banho.
Tentativa, pois o chuveiro parecia ser o vilão da história. Naquele frio polar [isso pra um paulistano acostumado com o frio], a água era 'semi-fria', nem morna nem gelada, mas caía no corpo como cubos de gelo!
Depois da tentativa mal-sucedida, mas cumprida, me sequei e busquei o máximo de roupas possíveis para esquentar. Havia levado algumas coisas pra ler, e agora as pilhas já estavam carregando na tomada, mas o cansaço da viagem de cerca de 7 horas e vai-pra-lá-vem-pra-cá não me deixou pensar no assunto. Porém ainda era muito cedo pra dormir, quando se estava acostumado com as 3, 4, 5 da manhã...
A solução era a tv, um filme conhecido passando, mas sem muita paciência para ele. Meu pensamento estava em outros cantos, nas ruas, na ansiedade de conhecer tudo. Ali a música 'Quarto de Hotel' realmente fazia sentido...
O sono veio lá pelas 23 horas, algo que não acontecia desde muito tempo mesmo. Até na época de correria esse era o horário exato de chegar em casa. Um cochilo, acordo, desligo a tv, durmo de vez.
Com o dia quase clareando os olhos se abrem. Reconhecendo que aquele não era o quarto dos últimos meses, procuro um relógio. É, nessas horas que um relógio faz falta, droga! Não havia sequer um despertador no quarto, e eu, avesso a celulares, nem pensei que o aparelho faria falta...
Ligo a tv procurando um canal que traga algo, um jornal matutino, o canal do tempo... Até enfim resolverem colaborar comigo vejo que não passava das 6... Muito cedo, o café é só depois das 7. Bom, levante, tome um banho, se arrume e etc.
O banho, novamente frio, era um desafio. Nota mental: pedir pra darem uma olhada nele...
Feito isso restou esperar o horário. Subo, tomo bastante café, suco, etc... E estou pronto. Mas perai, são só 7:30 da manhã. E agora?
Bom, vou dar uma volta... Se eu seguir uma linha reta não vou me perder... E qualquer coisa já gravei o nome da rua do hotel, sempre consegue-se algo perguntando... Então vamos.
Chave na recepção, pé na rua, frio. Puta que pariu. Fecho o casaco, vamos lá, andar faz bem...
Primeiro uma linha reta. Calçadas diferentes... Rua bem larga, de paralelepípedo, calçadas altas demais para os padrões paulistanos... Interessante. Mais pra frente uma Igreja em estilo gótico [sei lá eu, to chutando, mas que é interessante, é] e comércio como os 'centrinhos' que existem por aqui. Mais pra frente, mais pessoas saindo nas ruas. Lembrei, hoje é segunda... Estão indo trabalhar, e eu com essa cara de turista... Oras, também trabalhei um bom tempo pra poder fazer turismo! Bola pra frente então...
Já andei bastante, que avenidas simétricas... Algo assim eu só vi no lado ímpar da Av. Paulista. Quarteirões perfeitamente do mesmo tamanho, 'quadras' que são realmente quadras. Se é assim, vou virar a esquerda nessa rua aqui, já que é fácil de voltar mesmo...
Outra avenida larga, que coisa... Isso em São Paulo daria umas 3 ruas com estacionamento permitido em apenas um dos lados, com direito a Zona Azul...
Bom, além disso que mais posso reparar?... Hum, arquitetura diferente... Me lembra Itú, por que será?...
Já sei, estilo colonial! Casas de desenho arquitetônico antigo, como os poucos que ainda restam no centro de São Paulo, perto do Mercado da Cantareira... Gostei!
Bom, continue a andar em linha reta... Vou virar aqui, já que é tudo quadrado é só eu pegar a esquerda depois e chegarei na rua do hotel. Uma passada na farmácia, e estou em um calçadão. Já tem bastante gente nas ruas... Termômetro marcando... 5 graus! E eu aqui tirando minha jaqueta por causa dessa alergia ao suor... com tudo isso e tomando banho frio eu vou pegar uma gripe bem logo...
Bom, já andei bastante... Hora de voltar, ta cedo pra ligar ainda, 9 e pouco... Vou só voltar e ver o que faço.
Chegando... Quarto em arrumação, tv na sala de espera, subo, telefono... Ainda é cedo, está dormindo... Tenho que esperar. Vou deitar um pouco então...
Data: 12/06/2006.
[continua...]
-
[diário de viagem de um louco]...
parte 3
Aquela primeira noite realmente fora agradável. Ainda todos se conhecendo, ainda pouco tempo juntos. Tínhamos que nos separar um tanto cedo. Chegando ao hotel cerca de 22 horas, pude enfim abrir a mala, organizar o quarto que seria meu por aquela semana toda. Após tudo isso, uma tentativa de banho.
Tentativa, pois o chuveiro parecia ser o vilão da história. Naquele frio polar [isso pra um paulistano acostumado com o frio], a água era 'semi-fria', nem morna nem gelada, mas caía no corpo como cubos de gelo!
Depois da tentativa mal-sucedida, mas cumprida, me sequei e busquei o máximo de roupas possíveis para esquentar. Havia levado algumas coisas pra ler, e agora as pilhas já estavam carregando na tomada, mas o cansaço da viagem de cerca de 7 horas e vai-pra-lá-vem-pra-cá não me deixou pensar no assunto. Porém ainda era muito cedo pra dormir, quando se estava acostumado com as 3, 4, 5 da manhã...
A solução era a tv, um filme conhecido passando, mas sem muita paciência para ele. Meu pensamento estava em outros cantos, nas ruas, na ansiedade de conhecer tudo. Ali a música 'Quarto de Hotel' realmente fazia sentido...
O sono veio lá pelas 23 horas, algo que não acontecia desde muito tempo mesmo. Até na época de correria esse era o horário exato de chegar em casa. Um cochilo, acordo, desligo a tv, durmo de vez.
Com o dia quase clareando os olhos se abrem. Reconhecendo que aquele não era o quarto dos últimos meses, procuro um relógio. É, nessas horas que um relógio faz falta, droga! Não havia sequer um despertador no quarto, e eu, avesso a celulares, nem pensei que o aparelho faria falta...
Ligo a tv procurando um canal que traga algo, um jornal matutino, o canal do tempo... Até enfim resolverem colaborar comigo vejo que não passava das 6... Muito cedo, o café é só depois das 7. Bom, levante, tome um banho, se arrume e etc.
O banho, novamente frio, era um desafio. Nota mental: pedir pra darem uma olhada nele...
Feito isso restou esperar o horário. Subo, tomo bastante café, suco, etc... E estou pronto. Mas perai, são só 7:30 da manhã. E agora?
Bom, vou dar uma volta... Se eu seguir uma linha reta não vou me perder... E qualquer coisa já gravei o nome da rua do hotel, sempre consegue-se algo perguntando... Então vamos.
Chave na recepção, pé na rua, frio. Puta que pariu. Fecho o casaco, vamos lá, andar faz bem...
Primeiro uma linha reta. Calçadas diferentes... Rua bem larga, de paralelepípedo, calçadas altas demais para os padrões paulistanos... Interessante. Mais pra frente uma Igreja em estilo gótico [sei lá eu, to chutando, mas que é interessante, é] e comércio como os 'centrinhos' que existem por aqui. Mais pra frente, mais pessoas saindo nas ruas. Lembrei, hoje é segunda... Estão indo trabalhar, e eu com essa cara de turista... Oras, também trabalhei um bom tempo pra poder fazer turismo! Bola pra frente então...
Já andei bastante, que avenidas simétricas... Algo assim eu só vi no lado ímpar da Av. Paulista. Quarteirões perfeitamente do mesmo tamanho, 'quadras' que são realmente quadras. Se é assim, vou virar a esquerda nessa rua aqui, já que é fácil de voltar mesmo...
Outra avenida larga, que coisa... Isso em São Paulo daria umas 3 ruas com estacionamento permitido em apenas um dos lados, com direito a Zona Azul...
Bom, além disso que mais posso reparar?... Hum, arquitetura diferente... Me lembra Itú, por que será?...
Já sei, estilo colonial! Casas de desenho arquitetônico antigo, como os poucos que ainda restam no centro de São Paulo, perto do Mercado da Cantareira... Gostei!
Bom, continue a andar em linha reta... Vou virar aqui, já que é tudo quadrado é só eu pegar a esquerda depois e chegarei na rua do hotel. Uma passada na farmácia, e estou em um calçadão. Já tem bastante gente nas ruas... Termômetro marcando... 5 graus! E eu aqui tirando minha jaqueta por causa dessa alergia ao suor... com tudo isso e tomando banho frio eu vou pegar uma gripe bem logo...
Bom, já andei bastante... Hora de voltar, ta cedo pra ligar ainda, 9 e pouco... Vou só voltar e ver o que faço.
Chegando... Quarto em arrumação, tv na sala de espera, subo, telefono... Ainda é cedo, está dormindo... Tenho que esperar. Vou deitar um pouco então...
Data: 12/06/2006.
[continua...]
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sábado, 9 de junho de 2007
Textos antigos: "Olhar"
Esse eu escrevi no metrô, na minha cabeça, e quando cheguei em casa passei pro 'papel'...
-
Olhar
Queria ver as coisas
Pelos seus olhos...
Queria ver como você vê a todos
Ter novamente a esperança
De que tudo pode ser melhor
Como no mundo de uma criança
Queria eu estar presente
Nesse seu olhar
Queria fazer parte de seu mundo
Ter alguém como você para cuidar
Queria ter a energia
Desses seus olhos...
Queria eu novamente ter a alegria
De olhar para o céu sem me lamentar
Queria enxergar de novo
O que deixei de me importar...
Queria eu estar sempre perto
Desse teu olhar...
Mas de repente tudo muda...
Que tristeza é essa que invadiu seu olhar?
O que há de errado a te perturbar?
Pois nada nesse mundo devia
Ter força pra te derrubar...
E eu me pergunto...
Será que um dia
Novamente, vou poder te encontrar?
Será que um dia reencontrarei esse olhar?
Algum dia estarei com alguém como você?
T. Dezembro 2003
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Olhar
Queria ver as coisas
Pelos seus olhos...
Queria ver como você vê a todos
Ter novamente a esperança
De que tudo pode ser melhor
Como no mundo de uma criança
Queria eu estar presente
Nesse seu olhar
Queria fazer parte de seu mundo
Ter alguém como você para cuidar
Queria ter a energia
Desses seus olhos...
Queria eu novamente ter a alegria
De olhar para o céu sem me lamentar
Queria enxergar de novo
O que deixei de me importar...
Queria eu estar sempre perto
Desse teu olhar...
Mas de repente tudo muda...
Que tristeza é essa que invadiu seu olhar?
O que há de errado a te perturbar?
Pois nada nesse mundo devia
Ter força pra te derrubar...
E eu me pergunto...
Será que um dia
Novamente, vou poder te encontrar?
Será que um dia reencontrarei esse olhar?
Algum dia estarei com alguém como você?
T. Dezembro 2003
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
Textos antigos: "Cidade Grande p.m."
Eis a segunda parte... Se completam...
-
Cidade Grande p.m.
Não é o cansaço pós-almoço
É a tarde lenta, é o dia lento
Não é o sol descendo
Por trás dos prédios no fim da tarde
Não é voltar pra casa
E encontrar o silêncio
É a casa ficando escura
Um cd tocando solitário
A vontade de sair um pouco
Não é sair com alguns trocados no bolso
Até o bar da esquina mais próximo
É o gole de cerveja
Cada vez mais amargo sem o seu riso
É você não comentar
Do meu corte de cabelo a noite
As paredes não ecoando
Nossa conversa, cada um em um cômodo
É a gente não fazendo planos
De viagens, do casamento, dos filhos, do futuro
É a gente não se abraçar
Namorar por horas que são escassas demais
É a gente não olhar o outro
E não precisar dizer nada
Não irmos dormir juntos
Quando chegar a meia-noite
É a falta de você
T. 19/10/2004
-
Cidade Grande p.m.
Não é o cansaço pós-almoço
É a tarde lenta, é o dia lento
Não é o sol descendo
Por trás dos prédios no fim da tarde
Não é voltar pra casa
E encontrar o silêncio
É a casa ficando escura
Um cd tocando solitário
A vontade de sair um pouco
Não é sair com alguns trocados no bolso
Até o bar da esquina mais próximo
É o gole de cerveja
Cada vez mais amargo sem o seu riso
É você não comentar
Do meu corte de cabelo a noite
As paredes não ecoando
Nossa conversa, cada um em um cômodo
É a gente não fazendo planos
De viagens, do casamento, dos filhos, do futuro
É a gente não se abraçar
Namorar por horas que são escassas demais
É a gente não olhar o outro
E não precisar dizer nada
Não irmos dormir juntos
Quando chegar a meia-noite
É a falta de você
T. 19/10/2004
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Textos antigos: "Cidade Grande a.m."
Estes são meus 'bebês', os dois dos quais mais me orgulho de ter escrito...
E surgiram prontos, só transcrevi pro papel, sem computador, sem sono, sem muita coisa pra fazer na época...
Espero que gostem!
-
Cidade Grande a.m.
Não é dia ainda
Tampouco é noite
Os pássaros vêm à janela
Para nos acordar
A cidade no seu movimento contínuo
Começa a se encher novamente
Um café forte, uma chuva fina
O céu escuro e cinzento
Numa manhã de Primavera que conserva
A tristeza do Inverno
Não fosse pelas árvores verdes
E flores que voltam a aparecer
Não é a casa vazia
É uma pessoa solitária
Olhando pelo vidro embaçado
O amanhecer frenético do mundo
Um mal necessário
É uma foto tirada
Com um fundo em movimento
Sem opção, apenas uma pessoa
É o meu lugar vazio, quase sem vida
Hora de cuidar das plantas, depois sair
Não é seu travesseiro intacto
No seu lado da cama
É a sua falta à esse lugar
A incerteza de que irá voltar
Não é a tv falando sozinha
É a poltrona sem vestígios de ser usada
Não é o ar poluído, não é o barulho
Entrando pelas janelas
É a sua voz que não se ouve mais
Por aqui, ultimamente
Não é a pressa de sairmos
Juntos, para ganhar o dia
É a lentidão com que tudo funciona
Não é a longa madrugada
É olhar para o teto e falar sozinho
Não é depressão
É só a tristeza de você não estar aqui
Não é o ritmo lento da manhã
É o pensamento em uma só coisa
Pessoa, tempo e lugar
T. 19/10/2004
E surgiram prontos, só transcrevi pro papel, sem computador, sem sono, sem muita coisa pra fazer na época...
Espero que gostem!
-
Cidade Grande a.m.
Não é dia ainda
Tampouco é noite
Os pássaros vêm à janela
Para nos acordar
A cidade no seu movimento contínuo
Começa a se encher novamente
Um café forte, uma chuva fina
O céu escuro e cinzento
Numa manhã de Primavera que conserva
A tristeza do Inverno
Não fosse pelas árvores verdes
E flores que voltam a aparecer
Não é a casa vazia
É uma pessoa solitária
Olhando pelo vidro embaçado
O amanhecer frenético do mundo
Um mal necessário
É uma foto tirada
Com um fundo em movimento
Sem opção, apenas uma pessoa
É o meu lugar vazio, quase sem vida
Hora de cuidar das plantas, depois sair
Não é seu travesseiro intacto
No seu lado da cama
É a sua falta à esse lugar
A incerteza de que irá voltar
Não é a tv falando sozinha
É a poltrona sem vestígios de ser usada
Não é o ar poluído, não é o barulho
Entrando pelas janelas
É a sua voz que não se ouve mais
Por aqui, ultimamente
Não é a pressa de sairmos
Juntos, para ganhar o dia
É a lentidão com que tudo funciona
Não é a longa madrugada
É olhar para o teto e falar sozinho
Não é depressão
É só a tristeza de você não estar aqui
Não é o ritmo lento da manhã
É o pensamento em uma só coisa
Pessoa, tempo e lugar
T. 19/10/2004
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