terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Mais um ano...
Como tudo se recicla e o mundo não pára, eu também não posso. Então a gente vai levando...
Quero que as 'auto-ajudas' se explodam porque é algo em que eu não acredito. Mas cada um deve acreditar no que lhe parece certo. Minhas metas pra esse ano são apenas uma continuação do ano passado, tirando a letargia que me abateu por muito tempo.
E como um ponto de honra daqui pra diante é não deixar nada sem terminar, encerro a série de posts Fade-out. Algo tolo, que surgiu por causa de alguns sonhos mal-explicativos e muita vontade de fazer de alguns pequenos poemas, Cinema. Ou pelo menos algo que pareça isso.
É só clicar aqui pra baixar o arquivo inteiro, o poema de introdução e os Takes, que nada mais são do que uma explicação de cada estrofe do poema.
Saudações e não um ano bom pra todos, mas dias bons para todos.
Fade-out
O olhar vai longe, sem querer encontrar nada.
Não objetiva algo a se ver, apenas escaneia o que acontece
Olhando e desviando, fixando e perdendo o interesse
Tolamente gastando seu tempo.
Parece que enxergam a tudo, mas aquilo não serve de nada.
Escrevem histórias a serem contadas, com atenção a detalhes
Para logo depois perder novamente o olhar
Impotente.
Fade-out
A linha do horizonte se apresenta
Difícil de separar onde começa e o que acaba.
A poeira de terra subindo, o cheiro da chuva
O vento que traz e que leva
O isqueiro que nada mais é que uma recordação inútil.
Recordações como filmes
Filmes sobre datas que passaram.
E quando passam, já não são nada mais que recordações.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Como a saudade
A corda se rompe, as teclas desafinam, o pedal se solta, a banqueta fica dura.
Você se esquece de como poderia ser simples tocar uma mulher.
Seu piano fica insensível, os sons graves mais agudos e os agudos mais graves.
Seu tato parece um cactus e seus modos mais defensivos.
De Bolero você se torna um Tango.
Do suave ao seco, você se inspira no vinho, e espera que o tempo corrija tudo.
Esqueceste as curvas do piano bem como as de uma bela mulher.
Trocaste o som das teclas ecoando e também o sorriso retribuído.
Você se tornou um ser puro.
Puro como a saudade...
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Crônica de uma vida deturpada
Uma sensação enorme de vazio. De perda de esperanças na raça humana, nos sonhos, no futuro... Embora sempre haja tempo e vontade de algumas pessoas. Descrença, desânimo, desgosto.
Talvez esta alergia demora um longo período a passar [se passar].
Outro dia vi um documentário sobre o Che. Pela primeira vez acho que consegui pensar o que ele pensou nos seus últimos minutos. É isso que estou sentindo.
Mas apesar da vontade de todo canceriano de morrer como mártir, me falta a aspiração a fazer algo de tamanha grandeza que mereça essa honrada morte. Não, a vontade é de partir desse mundo sem deixar nada pra trás, e de não levar nada comigo. Devaneio, talvez. Talvez os últimos devaneios que uma mente que vive a margem da insanidade e da criatividade consiga produzir. Tristeza, mesmo, e só.
Não aquela de chorar e de ficar se lamuriando sobre os porquês. Simplesmente o fim da linha, alguém que não consegue enxergar as lentas melhoras. Doce ironia, uma pessoa com sensibilidade tão aguçada desistindo de seus sentidos.
Cansei de ver pessoas insossas. De ver que as ruas têm movimento mas não têm vida. Talvez seja este meu problema também, e eu fujo. Talvez eu também não tenha vida, e inspiração para querê-la. E de fato, não gostaria mesmo. Seria bom que o mundo acabasse de sopetão, e no outro lado se resolvesse tudo. Ahh, mente egoísta!..
Feliz mesmo é imaginar que talvez a mesma decepção que ele teve eu tenha agora. Feliz sim, pois um admirador faz de tudo pra chegar perto de seus admirados, mudando até mesmo seu pensar.
Apenas decepção com tudo. Tentarei ouvir o que o silêncio me diz e averiguar se o ar puro já se tornou nocivo para mim.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Alergia
Tem dias que simplesmente bate uma alergia a seres humanos. Tudo é ruim, quase nada se aproveita.
Eventualmente, claro, passa.
E volta de novo depois.
sábado, 27 de outubro de 2007
A garota que rouba corações
[E o aperfeiçoou].
Ela é a garota que roubou o meu coração
O meu, o seu, o de todos nós
[E no melhor sentido da expressão]!
É a garota que tornou a brancura da pele
Em algo admirável, pelo conjunto da sua obra...
Que definiu o sorriso
Como algo pra se lembrar sempre.
É a garota que com seus olhos
Pode derreter qualquer olhar severo
É o fogo que corta qualquer gelo...
É a estátua que ganhou vida
E arrebata não por ser inalcançável
Mas por ser simplesmente bela e doce
[E com um coração que guarda todos os nossos, roubados por ela]...
Realidade momentânea
domingo, 21 de outubro de 2007
Fade-out
Reflexo
sábado, 20 de outubro de 2007
Quem é você?..
Não se assuste com a[s] pergunta[s]. Quantas vezes você já parou pra pensar no que fala, no que faz, no que não faz?
Somos obrigados a quase tudo, obrigados a ver tv, obrigados a não pensar no que não devemos, obrigados a consumir... E então, quem somos nós?
Eu digo o verdadeiro ser de cada um. Estamos em extinção, essa é a verdade.
Os seres pensantes estão deixando de existir, amortizados por uma vida sufocante e torturadora. Sem pânico, é isso mesmo.
Não conseguimos mais nos dedicar ao que gostamos, e se o conseguimos, é um luxo!
Então fazemos coisas mecanicamente, sem parar pra pensar se gostamos ou se aquilo é realmente algo lúdico. Não mais nos dedicamos a conversas inteligentes [claro, salvo sob raras e felizes exceções], não falamos o que pensamos, não fazemos o que pensamos. Estamos nos acomodando, e isso é muito perigoso.
Lugares questionáveis, amizades questionáveis, atitudes, conversas etc... Deixamos escapar nossos verdadeiros pensamentos várias vezes por preguiça, cautela, etc etc. Estamos correndo sério risco de ficarmos atrofiados, indo no sentido contrário da evolução [alguns aliás já estão neste retrocesso há dezenas de anos].
Se não pararmos o mundo pra nos dedicar a transmitir o que nós somos, não vai mais haver mundo daqui um tempo. Ainda há esperança nas idéias de quem não aceita simplesmente tudo que é obrigado a engolir, nas idéias de quem contesta.
As famílias estão se extinguindo, e eu tenho pavor de colocar neste mundo mais uma vida condenada, como tantas outras pessoas que pensam o mesmo.
Então, cabe a nós pavorosos termos um pouco mais de pulso -e de estômago- pra reparar um pouco do mal que fazemos, e quem sabe [quem sabe], ainda deixar algo de bom pro futuro...
[falar que isso é utópico já é um péssimo entendimento...]
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Fade-out
O barulho do sapato no granito dos corredores
Paredes que combatem o barulho
Assim como os corações lutam contra os sentimentos
Querendo acreditar que as separações também são boas
E, por fim, a madrugada ajuda a tornar certo o duvidoso.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Fade-out
O horizonte [ainda] é verde.
Verde, vento, tempo, pensamento
Tudo se cruza, tudo se julga.
Os cabelos que insistem em cair no rosto
Provam que o tempo continua a passar
Há de se aceitar.
-
[quando eu terminar as 6 partes, juntarei tudo e colocarei pra baixar] ;]
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Sobre um nome composto...
Tem Ana que foi política, tem Ana atriz
Tem Ana que até estação de metrô é
Tem Ana que foi santa, tem cantora e modelo
As Anas são diversas, por um nome que é democrático
Algumas mais belas, algumas mais encantadoras, algumas muito cativantes.
Cláudia também tem atriz
Também tem modelo, cantora e repórter
Também é diversificado e justo
Mas não pode se dizer jamais ser um nome comum
Algumas pessoas, sim, são comuns, tendo seus nomes distribuídos ou não
Outras... Sobressaem de tudo
Nos fazem parar para observar suas expressões
Repetir em silêncio seu nome, incorporando a imagem ao som das vozes na memória
Nos fazem querer fazer de tudo por elas
Ser seu salvador, porto seguro e refúgio
Nos fazem ficar sem ação ou palavra quando mais precisam delas
Porque são capazes de nos deixar atônitos...
Como se estivéssemos olhando para uma pintura
E às vezes, de fato, o são. Pinturas vivas, e lindas.
domingo, 14 de outubro de 2007
a.m.
A maioria dorme, num horário em que não há nada mais que fazer
Na cozinha o café pingando do bule parece um conta-gotas
Ou uma bolsa de sangue das que se usam ao doá-lo
A manhã é demasiado silenciosa, contrariando os que gostam do movimento da noite
Mas é tranqüila e reflexiva, assim como o leve sereno que cai
Estranho num dia de domingo.
O mal estar matutino se agrava com o café deslizando corpo adentro
Mal auto-provocado, de risco conhecido
Vício programado.
Ao contrário do dia que se levanta lento, os planos são de movimento
Uma certa coragem em se desvencilhar da preguiça
Ou talvez curiosidade em analisar quantos farão o mesmo
O coração é leve, talvez como nunca em uma manhã como essa
Ou talvez envelhecido, como a bebida fermentando dentro de um tonel.
É uma época certamente de muitos talvez
Ao passo que outrora fôra talvez de muitas certezas
Ambos se reciclam, se fundem, se transmutam
E na próxima época já não se sabe mais
E nem quer saber. Aproveita.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Review: 'Um Convidado Trapalhão'
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Anti-síndrome de Estocolmo
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Sumido!
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Review: 'Dolls'
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Desmemórias- capítulo 04
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
A madrugada é meu elemento
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Every Little Thing- 'Yura Yura"
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Forte Vício
Fade-out
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Review 'Closer'
Para quem tem interesse em ver os percalços que qualquer relacionamento pode passar, independente do que a pessoa vive, se suas atitudes amorosas são corretas ou não. O trunfo do filme é mostrar que só o amor pode não bastar, e consegue fazer isso sem julgar as atitudes dos personagens, deixando isso para quem assiste. Além disso tudo, o elenco é sensacional. Não se pode deixar de ver!
Então, separei duas cenas que são aulas de cinema, a inicial e a final [quem não viu não se preocupe, não muda em nada saber esta cena].
Um exemplo de que uma bela música e um slow-motion combinam perfeitamente!
a música: Damien Rice- The Blower's Daghter
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes...
Did I say that I love you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Fagulha
Substantivo
1. centelha
2. faísca
Uma centelha, algo a ser descrito, porém é apenas uma levíssima sugestão.
Uma faísca, como a que sai do isqueiro por raros segundos e desaparece como se não tivesse existido.
Fagulha, substantivo feminino. Representa uma inspiração, uma sugestão, algo pelo qual se deve buscar o melhor das palavras para descrever as idéias plantadas.
A própria fagulha tem singela beleza, rápida, não se mostra a todos. Ilumina rapidamente e torna ao seu repouso, deixando no seu alvo a admiração e o agradecimento.
Então, cabe a este alvo de uma certa bela fagulha o agradecimento, e a promessa de ser sempre alvo!
Suspiro
Chamaram de suspiro, que de tão calmo e sublime, virou doce.
Alguns supersticiosos dizem que suspirar é deixar a felicidade escapar, e que salvando os suspiros e colocando a mesma energia em outras tarefas, elas se realizam plenamente, e em desejos, que eles se cumprem.
Mas, quem nunca suspirou não sabe o quanto é bom!
Ali, deitado numa rede, ou encostado numa árvore, ouvindo pássaros cantar e se concentrando em não fazer nada, soltar um singelo suspiro...
Pode alguma felicidade escapar nisso?
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Fade-out
Passos.
Podem ser silenciosos sobre um carpete
Intermináveis contra o granito de um corredor imenso
Ou abafados contra um gramado.
Mãos nos bolsos.
Ombros largos.
Vento nas costas se a grama é o cenário.
Cabelo contra o vento
Pensamentos contra o tempo.
Passos ecoados se o corredor é o seu estar.
Sapatos contra as paredes que ressonam seu andar
Conspirando com o acaso ao acreditar que fôra melhor assim.
Ou então silenciados pelo carpete.
Pés descalços se iludem julgando que o chão é de veludo
Na cabeça, monta-se o final de uma tragédia grega.
Céu, terra e mar.
Os cinco elementos, as quatro estações.
O ano novo, o aniversário, os feriados.
Os números.
Os olhos vão adiante da linha do horizonte.
Sem focalizar nada e ao mesmo tempo registrando tudo
Fade-out, focando e desfocando conforme sua vontade débil
Enxergam a tudo, e ao mesmo tempo a nada.
Contabilizam mil pensamentos, e os descartam com velocidade ainda maior.
T. 03/09/2007
-
Fade-out, descrição em inglês;
domingo, 2 de setembro de 2007
Desmemórias- capítulo 03
Ele se recolheu de perto dela, desencostando e deixando a cabeceira do sofá, algo que desagradou ainda mais.
Ela levantou, perguntou-lhe por que ele precisava fazer sempre a mesma coisa [desagradável].
Ele respondeu que os hábitos do 'casal' é que deviam mudar, não apenas os dele. Começava um caminho sem volta...
- Sempre os mesmos filmes, sempre a mesma coisa, eu venho aqui, você vai no meu apê. Já caímos na rotina, não adianta. E você sabia que isso ia acontecer! -disse ele como se não houvesse o que contra-argumentar.
- Ahh, me desculpe se tudo ficou monótono pra você, senhor "quero ficar em casa"! -respondeu- Eu te chamo pro cinema, falo pra me pegar no trabalho, invento algo diferente pra cozinhar... E você me diz que a gente caiu na rotina?.. Tem certeza que quer discutir isso?
- Minha cara... Desde o começo. Desde o começo a gente ficou de acordo, não foi? Sabíamos que um namoro comum não ia levar a nada. E era muito bom, você não pode dizer o contrário... Nos vemos de vez em quando, não dá pra enjoar do outro, não tem intimidade excessiva, não tem compromisso. Você no seu canto e eu no meu, tava tudo ótimo! Isso que se chama relação aberta.
[ela tenta interromper e ele continua]
- Mas o que acontece com o tempo?.. A gente acomoda. Mesmo a gente que não tem nada. Você sai menos com as suas amigas pra se divertir, eu desisto de sair pra conhecer alguém novo porque vou ter que te ligar pedindo pra não vir pra cá... Não tem escapatória! Acabamos dormindo cada fim de semana na casa do outro como dois namorados. Pra quê continuar com isso? As pessoas cansam umas das outras, não tem nada de errado nisso e você sabe.
[lágrimas nos olhos dela começam a aparecer]
- Você é insensível cara... Como pode?
- Você sempre soube disso -diz ele, com certa surpresa e reticência- e retoma-
Desde o começo a gente não queria se apegar. Eu avisei e você concordou... Ou talvez foi o contrário...
- Não precisa repetir o que eu disse ou deixei de dizer! Claro que eu concordei, eu não sou burra, não me trate como tal! Mas você quer levar essa vida de solteiro até quando? Não tem ambição? Não vai querer uma família como a que você teve e se distanciou? Por que tudo isso? É tão egoísta assim?? -diz ela tentando esconder os olhos úmidos-
- O que eu escolhi pra mim não tem nada a ver com nós dois...
- Tem tudo a ver! -interrompe ela- Você não percebe... Acha que pode viver assim pra sempre?..
- O que tem a ver o jeito que eu vivo minha vida?.. Qual é o objetivo dessa conversa?
Se você não sabe, eu sei. Tá mais do que claro que nosso tempo passou. A gente se dá bem, claro... Mas assim não pode continuar. Melhor cada um pro seu canto... Se você achar que a gente deve se ver, me liga daqui uns dias... Não tem outra coisa pra fazer... -sentencia ele-
- Cara, eu sabia que você era egoísta, mas você é muito complexado! -ironiza ela, secando as lágrimas- Quem te fez mal hein?.. Alguém te ignorou e agora você desconta em todo mundo né?
- Não dê uma de terapeuta agora... Vai falar coisas pra se arrepender depois?.. Pois então continua sozinha, eu to indo pra casa... -e caminha para a porta, rapidamente pegando sua jaqueta e suas chaves -
- Cara, uma hora você não vai ter mais quem te queira... Resolve o teu passado antes que não sobre mais nada. -ela finalmente se cala, após deixá-lo abrir a porta-
E ele vê a conversa terminar com um gosto amargo na garganta. Perdera a discussão. Não que valesse algo, mas ela tinha razão, e isso o desagradava. Não gostava de perder.
Saiu caminhando pelos corredores e elevadores com o olhar distante, desfocado, sem fixar em coisa alguma. Não queria pensar em nada, ela tinha razão. 'Que se dane!', pensou...
-
Observação: O número de capítulos, bem como sua ordem, poderá ser alterado conforme eu escrever... No próximo capítulo eu começo a 'ordená-los' corretamente ;]
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Engenheiros do Hawaii - 'Não consigo odiar ninguém'
Letra maravilhosa, música maravilhosa!
Composição: (gessinger/fonseca/ayala/aranha/pedro a.)
não quero seduzir teu coração turista
não quero te vender o meu ponto de vista
eu tive um sonho e há muito não sonhava
lembranças do futuro que a gente imaginava
nem sempre foi assim, outro mundo é possível
pode até ser o fim mas será que é inevitável?
não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
o tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia
não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
lembranças do futuro que a gente merecia
não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do zagueiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
